Devocionais da Semana 21-27 de dezembro de 2025
Devocionais da Semana
Domingo, 21/12: Deveres dos pastores.
Leitura Diária: I Pedro 5:1-2
Como nós observamos, nos capítulos três
e quatro, Pedro advertiu seus leitores sobre a perseguição que estava chegando
e instruiu-os sobre como responder. Agora no capítulo 5 ele volta sua atenção
para os pastores (presbíteros), aqueles que eram chamados para presidir, ou
pastorear a Igreja de Cristo aqui neste mundo. Se a igreja passaria por tempos
difíceis, era especialmente importante que seus líderes estivessem conscientes
e cumprissem suas responsabilidades. O próprio Pedro era um desses líderes. Ele
os encarregou de pastorear “o rebanho de Deus que há entre vós,” Esse texto
deixa claro que a função de Presbítero era designada ao pastor, não existe um
título para “Presbítero”, o que existe é uma função (presidir) que era uma das
funções de ser pastor. Essa é a mesma maneira que Paulo usa quando falava com
os pastores da Igreja de Éfeso (At.20:28).
A função dos pastores é o de alimentar,
guiar e proteger o rebanho (Sl.23). Em termos espirituais, eles têm que ensinar
os membros da congregação que supervisionam. Os pastores precisam guardar o
rebanho contra os falsos mestres, que são frequentemente comparados com lobos
que entrarão no rebanho, não poupando as ovelhas (Mt.7:15; At.20:29;
Tt.1:5-11).
Segunda-feira, 22/12: O Pastor na visão
de Pedro.
Leitura Diária: I Pedro 5:3-4
O apóstolo volta-se, então, a alguns
pormenores da vida cristã. Ele exorta os pastores nos dando a entender que,
entre os Judeus, a função de presidir era característico do papel de ser
pastor. Ele designa-se como um que tinha sido testemunha dos sofrimentos de
Cristo e que devia ter parte na glória que será revelada.
A função dos doze era a de serem
testemunhas da vida de Cristo (Jo.15), assim como a do Espírito Santo era a de
prestar testemunho à Sua glória celestial. Pedro coloca-se nos dois extremos da
história do Senhor e deixa ser privado de tudo por Jesus, exceto da esperança e
da peregrinação em direção a um alvo. Ele tinha visto os sofrimentos de Cristo,
portanto devia participar da Sua glória, quando fosse revelado.
Colocar-se em um mesmo nível com aqueles
a quem exortamos, dá peso às exortações (II Jo.1:1-2). Pedro, em verdadeira
humildade por causa do Evangelho, não apresenta aqui seu apostolado, no qual
presidiu os anciãos. Os apóstolos não têm sucessores no apostolado, pois “os
sinais de um apóstolo” não foram transmitidos. Mas, ele era uma testemunha
ocular dos sofrimentos de Cristo, e assim qualificado para exortar a todos os
crentes a crer pacientemente, mesmo nos sofrimentos, seguindo o exemplo d’Ele
(I Pd.4:19; 2:20). Sua maior honra como apóstolo é aqui implícita, o testemunho
ocular era uma qualificação necessária para o apostolado: compare os próprios
discursos de Pedro, At 1:21-22; 2:32; 10:39.
Os pastores então, assim como Pedro
deveriam “cuidar como pastor”, pela disciplina e doutrina. Isso significa que
esse cuidado deveria ser na condução e na alimentação, isso só seria possível
através da oração, exortação, governo e exemplo.
A honra é assinalada pelo termo
“ancião”, que é o outro ofício de ser pastor. Porém os deveres do ofício, de
cuidar ou supervisionar traz uma outra designação o de ser Bispo. Pedro tem em
mente o mandamento de Cristo a ele: “Apascenta minhas ovelhas” (Jo.21:16).
Ele convida os anciãos para compartilhar
com ele esse mesmo dever (At.20:28). Apesar de ter uma preocupação por toda a
Igreja, seu dever especial é alimentar aquele rebanho que está sobre a sua
responsabilidade. Uma grande carga é colocada sobre os pastores, mas a boa
vontade impede que esta seja sentida, tanto na realização como no cumprimento
do dever. Aquele que assim procede é um verdadeiro Pastor, Presbítero, Ancião,
Bispo e ministro do conselho de Deus que pratica e ensina as coisas do Senhor.
Ele não é considerado justo apenas porque é um pastor, mas porque é justificado
pelo Sangue de Cristo e escolhido para esse fim. Por isso o conselho é para que
cumpra esse chamado de boa vontade, sem motivo egoísta de busca de ganhos, mas
sim como os israelitas ofereceram seus serviços de bom coração ao santuário,
todos os que também são chamados para esse ministério glorioso deve proceder da
mesma forma.
Pedro observa a razão, o motivo e o modo
do serviço de um pastor numa série de três contrastes. Estes homens têm que
desejar o trabalho de um pastor, e não se sentirem constrangidos a fazê-lo.
Eles deveriam cumprir seus deveres pelo bem que podem fazer e não pelo
propósito de lucro financeiro pessoal. Além disso, pastores têm que ser bons
exemplos e assim conduzirem o rebanho, não sendo “dominadores” sobre ele.
Precisam não esquecer que são pastores debaixo do poder do Pastor Supremo; o
rebanho que estão pastoreando não pertence a eles. Por isso devem apascentar o
rebanho de Deus com prontidão, e não como por constrangimento, nem por torpe
ganância, nem como tendo domínio sobre aquilo que pertence a Deus. Esses
cuidados devem ser exercidos por amor de Cristo, o Sumo Pastor, em vista do bem
das almas. Que pensamento tão solene e tão doce! Os pastores devem entender que
não é o seu rebanho, mas sim o rebanho de Deus, que Ele nos permite apascentar.
Poderemos notar que o coração do bem-aventurado apóstolo está lá onde o Senhor
o tinha colocado: “Apascenta as minhas ovelhas”. Essa tinha sido a expressão da
perfeita graça do Senhor para com Pedro, quando o levou à humilhante, mas
salutar confissão de que era fraco e precisava dessa graça para demonstrar o
quanto ele amava o Senhor. Quando o convencia do seu nada absoluto, o Senhor
confiava-lhe o que tinha de mais querido neste mundo. Vemos que, do mesmo modo,
essa é a preocupação do apóstolo e o desejo do seu coração, que os pastores
apascentem o rebanho da mesma maneira que ele fazia. Fazendo isso a coroa de
glória será apresentada àquele que tiver sido fiel e que tiver satisfeito o
coração do Sumo Pastor.
Terça-feira, 23/12: A recompensa de Deus
aos humildes.
Leitura Diária: I Pedro 5:5-6
Dirigindo-se aos pastores, homens mais
experientes, Pedro admoesta os jovens cristãos. Eles deveriam submeter-se aos
seus anciãos (Pastores) e humilhar-se diante do Senhor; Ele cuidaria deles e os
exaltaria no tempo devido. Também lembra que todos devem estar sujeitos uns aos
outros. Todos deviam revestir-se de humildade, porque Deus resiste aos
soberbos, mas dá graça aos humildes. Porém isso não deve ser imposto por
ninguém e sim deve ser o resultado de serem “exemplos”. Outros pecados fogem de
Deus, porém, o orgulho unicamente se opõe a Deus; portanto, Deus também se opõe
aos orgulhosos. “A humildade é o recipiente de todas as graças” como dizia
Agostinho. Se formos humildes perante Deus podemos esperar pacientemente pelo
tempo d’Ele, pois se levantará a nosso favor e aquilo que tínhamos como
humilhação se mostrará nesse tempo como glória e exaltação.
Por isso é que devemos lançar sobre Ele
toda a nossa ansiedade. As preocupações com as perseguições e sofrimentos pelo
qual aqui passamos deve ser levado sobre Cristo que cuida de nós a cada momento
A vantagem de nos humilharmos debaixo da
mão de Deus é a confiança em Sua bondade e libertação dos cuidados. A ansiedade é um fardo que a fé lança fora do
homem sobre seu Deus.
Quarta-feira, 24/12: Precisamos estar
alertas e vigilantes.
Leitura Diária: I Pedro 5:7-8
Agora Pedro adverte seus leitores sobre
o adversário deles, o diabo. Enquanto Deus cuida de seus filhos, eles precisam
estar alertas para resistirem ao inimigo de Deus. Pedro o pinta como um
predador voraz que consumirá sem piedade aqueles que não ficarem vigilantes.
Contudo, aqueles que estão firmes na fé podem resistir a ele (Tg.4:7).
O crente, deve ser sóbrio e vigilante,
porque o adversário procura devorá-los. Porém, sejam quais forem as suas
astúcias, e embora ele possa armar ciladas, se o cristão resistir sendo firme
na fé, o vencerá.
Podemos observar que por toda a parte e
em todas as épocas se encontravam as mesmas aflições. Todavia, o Deus de toda a
graça é a confiança dos Cristãos. Ele chamou-nos a participar na Sua glória
eterna. O que o apóstolo lhes deseja é que, após terem sofrido por algum tempo,
o Deus de graça torne, aqueles a quem ele escrevia, perfeitos, completos,
confirmando-os, fortificando-os, e edificando-os seus corações sobre o
fundamento de uma segurança inabalável. E a Ele, acrescenta Pedro, seja a
glória e o poderio para todo o sempre.
A mesma advertência foi dada por Cristo
para o próprio Apóstolo, a fim de vigiar contra Satanás, não esquecendo onde
ele caiu. A ansiedade, por vezes, vai intoxicar a alma; portanto, seja sóbrio,
isto é, contenha-se. No entanto, para que essa liberdade da ansiedade não leve
a falsa segurança, ele acrescenta: “Vigiai” contra “vosso adversário”. Isso
porque ele vem “rugindo como um leão”, o que implica sua sede violenta e
insaciável de presa como um leão faminto. Através do pecado do homem, ele
obteve a justiça de Deus do seu lado contra nós; mas Cristo, nosso Advogado,
cumprindo todas as exigências de justiça para nós, tornou nossa redenção
totalmente coerente com a justiça.
Os filhos do maligno não podem
descansar, visto que não tem proteção contra suas maldades, mas os filhos de
Deus têm a proteção do Sangue Precioso de Jesus. Em II Pd.2:4 e Jd 1:6 é dito
que os espíritos malignos já estão em cadeias da escuridão e no inferno. Isso
provavelmente significa que esta é a sua desgraça definitiva: uma desgraça já
iniciada em parte; embora por um tempo eles possam vagar pelo mundo do qual
Satanás é o príncipe.
Quinta-feira, 25/12: Todos os cristãos
têm que entrar nessa luta.
Leitura Diária: I Pedro 5:9-10
O poder de Satanás existe apenas em
relação aos incrédulos; os fiéis ele não pode ferir (I Jo.5:18). A fé dá forças
à oração, o grande instrumento contra o inimigo (Tg.1:6).
O encorajamento para não desfalecer nas
aflições é que elas acontecem o tempo todo com aqueles que desejam ser fiéis a
Cristo. Sabendo que os irmãos sofrem o mesmo, entendemos que não passamos por
nenhuma dificuldade que outros cristãos também não tenham passado (I Co.10:13).
É um sinal do favor de Deus, mesmo que Ele permita que Satanás assedie, como
fez com Jó. Seus companheiros cristãos têm a mesma batalha de fé e oração. Elas
estão sendo realizadas de acordo com a permissão de Deus.
Porém a garantia consoladora de que Deus
finalmente “aperfeiçoará” Sua obra de “graça”, depois de terem passado pelo
sofrimento necessário é a grande alegria de todo crente. O sofrimento, como uma
preliminar necessária à glória, foi contemplado no chamado de Deus. Esse tempo
de aflição é muito curto e insignificante, em comparação com a glória. Embora
sejamos chamados para vigiar e resistir ao inimigo, o próprio Deus fará tudo
através de cada crente. O mesmo Deus que começa vai completar o trabalho.
Sexta-feira, 26/12: Toda Glória pertence
a Deus.
Leitura Diária: I Pedro 5:11-12
A Deus somente, seja a glória e o poder.
Estamos tão acostumados com esta expressão: “Glória a Deus!” que corremos o
risco de enfraquecermos sua força bíblica. Para muitos a expressão já se tornou
um jargão evangélico, um clichê. Contudo, a glória de Deus é a razão maior para
tudo o que fazemos.
O discípulo de Cristo precisa entender
que tudo o que lhe diz respeito deve estar vinculado à glória de Deus. Tudo o
que fizermos, seja comer, beber, divertir, trabalhar e até mesmo a aflição ou
tribulação que vem em sua vida, ou qualquer outra coisa, a glória de Deus deve
fazer parte do objetivo final (I Co.10:22-31). Que glória eu ou você merecemos
ter? Somos tão falhos, injustos e totalmente dependentes de Deus, e com certeza
a Ele deve ser toda honra e toda a glória, pelos séculos dos séculos, amém.
Pedro então começa a conclusão deste
capítulo que também é a conclusão da carta mencionado um de seus cooperadores
Silvano, o companheiro de Paulo e Timóteo que serviu como um mensageiro
apropriado, confirmando que Pedro ensina a mesma doutrina de Paulo a
“verdadeira graça de Deus” (II Pd.3:16).
Silvano, portanto, fica responsável a
passar aqueles irmãos as instruções de Pedro, ensinando as doutrinas da graça
de Jesus, o que não poderia ser feito em tão poucas palavras. Prestando o
testemunho em confirmação daquela verdade que já havia sido feito por Paulo.
Nos parece que seus sofrimentos pelo Evangelho fizeram com que Pedro precisasse
de alguma comprovação e confirmação da verdade, de que não deviam voltar atrás.
Então ele traz a memória as palavras de Paulo (Rm.5:2; I Co.15:1), começa sua
epístola com graça, aspergiu o meio com graça, e termina com graça, para que em
toda parte pudesse ensinar que a Igreja não é salva senão pela graça.
Sábado, 27/12: Humilhação Diante de
Deus.
Leitura Diária: I Pedro 5:13-14
Neste capítulo final Pedro oferece uma
oração em favor de seus leitores, pedindo a Deus que os apoie e os fortaleça.
Em sua oração, ele relembra aqueles cristãos que sofrem, porém temporariamente,
porque foram chamados para a eterna glória.
Vemos que os Cristãos, aos quais Pedro
escrevia, sofriam e que o apóstolo explicava esses sofrimentos segundo os
princípios do governo divino, dizendo respeito especialmente às relações dos
Cristãos com Deus como sendo a Sua Casa, e desejando que esses sofrimentos
fossem sofrimentos por causa da justiça, ou sofrimentos pelo Nome do Senhor.
Seriam sofrimentos temporários. A esperança do Cristão estava noutro lugar! A
paciência cristã era agradável a Deus. Sofrer pelo Nome de Cristo era a glória
deles. De resto, Deus julgava a Sua Casa e velava pelo Seu povo.
Comentários
Postar um comentário