Devocionais da Semana 11-17 de janeiro de 2025

Devocionais da Semana

Domingo, 11/01: A recompensa de um viver correto

Leitura Diária: II Pedro 3:1-4

Em 2 Pedro 3, o apóstolo nos ensina sobre os últimos dias. Muitos consideram a volta de Jesus Cristo algo demorado, ou que não irá mais acontecer. Pedro adverte que o tempo para Deus funciona de maneira diferente e alerta para a sua fidelidade. Nenhuma de suas promessas deixou de ser cumprida.

Ele fala: “esta é a segunda epístola que vos escrevo”, a primeira refere-se a I Pedro a qual é uma carta que foi enviada a vários tipos de leitores que viviam em regiões diferentes (I Pd.1:1). Ao que parece, esta segunda carta foi direcionada a uma só igreja ou conjunto de igrejas próximas em uma condição que Pedro conhecia muito bem. Porém, em ambas as cartas ele procurou despertar o ânimo sincero dos destinatários por causa do perigo que representava os falsos líderes que se afirmavam cristãos. Sua preocupação era mostrar que o único modo que os leitores da carta tinham para identificar as heresias dos falsos líderes, era comparando com os ensinos dos santos profetas e apóstolos. Ele já tinha dito para eles que as palavras de homens inspirado pelo Espírito Santo era a Palavra de Deus, por isso, totalmente confiável.

Entre todos os seus ensinamentos nesta carta ele se refere a um mandamento que é aquele que o Senhor Jesus os deixou, “amar uns aos outros” (Jo.13:34-35). Esse mandamento dado por Jesus foi proclamado por todos os apóstolos em suas cartas. O amor limpo, puro e sem desejos sexuais ilícitos (I Tm.1:5).

O viver correto do cristão receberá uma gloriosa recompensa na volta de Cristo, e esse deve ser o desejo do Cristão, busca viver os valores da palavra do Senhor. Mas o apóstolo Pedro alerta que nos últimos dias surgirão escarnecedores zombando sobre a segunda volta de Cristo. Pois esses falsos mestres vivem segundo suas paixões egoístas e carnais. Eles zombam da imaginária demora da volta de Cristo, tudo isso por não compreenderem nada do que é a realidade dessa Parúsia, é por isso, que é necessário já de antemão alertar a igreja do Senhor (II Tm.3:1-5; Tg.5:3; Jd.18).

A base dos escarnecedores sobre a volta de Cristo é que para eles nada tinha acontecido no passado. Faziam alusão aos seus pais e aos patriarcas, como se tudo estivesse do jeito que estava. Eles eram cegos em seus delitos e pecados.

 

Segunda-feira, 12/01: A promessa da volta de Jesus Cristo.

Leitura Diária: II Pedro 3:5-8

Nesses versículos a carta de II Pedro nos dá descrições detalhadas sobre o que acontecerá no dia da volta de Jesus Cristo, e nos motiva a perseverar na paciência do Senhor, porque isso é sinônimo de salvação.

Os falsos profetas ensinavam as heresias sobre a Parúsia porque se esqueceram de todas as maravilhas e ações que Deus realizou na terra, de eventos acontecidos da criação até o dilúvio. O que estava acontecendo era a mesma coisa que aconteceu na época de Noé em que muitos zombavam da mesma maneira que eles faziam. Esqueceram que pela Palavra de Deus tudo foi criado, até mesmo os ímpios e pecadores para a destruição. A mesma Palavra que destruiu o mundo antigo através do dilúvio é também a que promete a destruição da era atual através do fogo. No dia do juízo, os ímpios sofrerão a condenação, pois fizeram a escolha de viver sem Deus.

O Senhor é fiel em suas promessas por, mas que pareça que Ele demore. Ele é o dono do tempo e tem o controle de todas as coisas.

O termo Parúsia significa presença, chegada, vinda de alguém. Era termo específico para anunciar a visita oficial de um imperador ou chefe militar a uma cidade ou país. Também era usado para falar da manifestação de uma divindade. Em geral, essa visita era portadora de riquezas e bênçãos. A espera da vinda do Messias era uma realidade viva nas comunidades judaicas. Paulo afirma que a segunda vinda do Senhor não pode ser prevista (I Ts.5:2-3), é preciso estar vigilantes: (I Ts.5:8). Neste capítulo desta carta, Pedro faz uma reflexão aprofundada sobre essa Parúsia do Senhor. 

 

Terça-feira, 13/01: Reavivar a fé na Parúsia

Leitura Diária: II Pedro 3:9-10

Deus não retarda a sua vida porque é tardio, mas por causa da sua longanimidade, e para que o homem nãos se perca.  A vontade de Deus é que todos venham ao arrependimento e creia que Ele pode salvá-los.

Não se sabe nem o dia e nem a hora em que o Senhor virá. Ao falar sobre o “Dia do Senhor” se faz referência a eventos dos fins dos tempos (Dn.9:24-27; I Ts.5:2; II Ts.2:1-12) e a segunda vinda de Cristo.

De maneira humilde, o escritor relembra: “em ambas as cartas desperto com exortação o vosso ânimo sincero”. Não é um ensinamento novo, mas uma forma de recordar o que eles já sabem: a tradição apostólica (II Pd.1:3-4.10-12,15; 2:1). Isso significa que as comunidades cristãs são chamadas a relembrar o que os profetas anunciaram e as palavras de Jesus transmitidas por meio dos apóstolos.

Na tentativa de desmascarar os falsos mestres, o autor argumenta que a demora da Parúsia não é novidade. Já estava prevista pelos profetas (Am.9:10; Ml.2:17). As primeiras comunidades cristãs também já tinham sido alertadas sobre isso: “Porque vão aparecer falsos messias e falsos profetas, que farão sinais e prodígios para enganar até mesmo os eleitos se fosse possível.” (Mt.24:24). Vejam que essa advertência foi feita antes mesmo que isso começasse a acontecer. Assim, não é necessário que os cristãos fiquem alarmados ou até mesmo percam a fé por causa do suposto atraso da Parúsia.

Diante dos ataques dos falsos mestres, Pedro defende a fé cristã com os seguintes argumentos: a) Deus julga o universo; b) A lógica de Deus é diferente da lógica humana; c) A demora da Parúsia é um tempo de graça.

A paciência de Deus pode até fazer com que a Parúsia pareça demorada, mas ela chegará, e nesse dia, os céus se dissolverão, os elementos da terra se derreterão com o fogo e a terra desaparecerá. Isso soa muito ameaçador, parece ser esse o recurso de que o autor lançou mão para defender a fé cristã contra o ataque dos falsos mestres. O mundo atual será destruído pelo fogo. Isso não é uma ameaça, mas tem o objetivo de animar as comunidades na vivência concreta da fé cristã.

 

Quarta-feira, 14/01: O Agir do salvo diante do mundo.

Leitura Diária: II Pedro 3:11-13

Após ter falado contra os falsos mestres, o autor, como era costume numa carta ou testamento, passa a exortar as comunidades cristãs a ter um comportamento adequado, na certeza da Parúsia e do julgamento. Agir de maneira coerente com a fé cristã é um dever de todo aquele que é salvo por Cristo.

Ter o nome de cristão não é suficiente para ser salvo, mas é necessário aceitar a Cristo como Salvador e Senhor de sua vida, isso significa que também deve viver de maneira coerente as exigências da vida cristã.

A Palavra de Deus é para nos encorajar e nos levar a um viver de uma nova conduta e fé. Devemos viver em busca dos valores eternos, não dos valores passageiros e carnais.

 

Quinta-feira, 15/01: A diferença entre o salvo e o perdido.

Leitura Diária: II Pedro 3:14

O apostolo Pedro faz um contraste entre a vida dos ímpios e a vida dos justos enquanto vivem neste mundo. Para os ímpios o dia do Senhor será de castigo e destruição, mas para os santos esse dia será glorioso e estão aguardando e apressando a vinda de Cristo com a expectativa de uma nova terra e um novo céu nos quais habita a justiça de Deus. Essa antecipação e esperança são a base de exortação para que sejamos santos e irrepreensíveis até a volta de Cristo.

O Cristão, enquanto aguarda esse tão glorioso dia deve viver uma vida reta, estudar as escrituras e crescer em Cristo. A espera pelo dia de Deus não pode ser passiva; cada pessoa é chamada a viver seu compromisso cristão. Dessa forma, a esperança de “novos céus e nova terra, onde habitará a justiça” se realizará, e neste dia os oprimidos, numa só voz, irão cantar a liberdade eterna. Acreditar nesse sonho nos faz trabalhar para que ele se realize.

 

Sexta-feira, 16/01: A paciência em Jesus Cristo.

Leitura Diária: II Pedro 3:15-16

Observe que Pedro reconhece os escritos do apostolo Paulo como sendo parte das escrituras. Paulo fala da longanimidade do Senhor em relação aos fins dos tempos. E até ele (Pedro) tinha dificuldade de entender algumas coisas. E os ignorantes deturpavam ao seu bel prazer para levar a muitos a se desviar da verdade de Deus.

Aqui Pedro adverte que o tempo de Deus não é como o nosso tempo. Ele fala que o tempo de Deus funciona de maneira diferente. Então faz uma exortação, precisamos viver em fidelidade para com o Senhor, pois, Ele jamais deixou de cumprir as suas promessas, independente de nossa contagem de tempo segundo o nosso conceito de tempo. Deus sempre age em Seu tempo e nunca em nosso tempo.

Pedro então dá descrições sobre o que acontecerá na volta de Cristo. E para isso ele nos motiva a perseverar com paciência até o fim, pois a nossa eterna salvação está perto.

Na Bíblia, encontramos alguns relatos que falam da destruição do mundo. Esse fato, normalmente, é entendido como castigo de Deus. Mas vamos retomar os argumentos da carta para entendermos melhor essa questão. No texto do versículo 6 deste capítulo 3, vemos que o autor faz uma referência ao dilúvio como “fim do mundo”, essa referência tem a ver com o fato dele enfatizar a nova criação de Deus.

Esta carta de Pedro é o único texto do Novo Testamento que diz, literalmente, que o mundo será destruído pelo fogo. No entanto podemos observar, entre linhas, esse mesmo conceito em outras passagens bíblicas, como por exemplo no Salmo 74:1 a ira de Deus é vista como fogo: “Por que, ó Deus, esta rejeição sem fim, esta ira que fumega contra o rebanho do teu pasto?” A ira de Deus parece atingir as pessoas que lhe foram infiéis. É “com fogo que Deus fará justiça a toda a terra” (Is.66:16).

A destruição deste mundo, conforme diz o profeta Isaías, é para fazer surgir outro melhor: “Eu vou criar um novo céu e uma nova terra” (Is.65:17; 66:22). Pedro retoma essa mesma compreensão; ao afirmar que “nós esperamos, conforme a promessa de Deus, novos céus e nova terra” (II Pd.3:13). Esse é o sonho de uma nova sociedade; no entanto, o que está por trás desse conceito é o cotidiano das comunidades cristãs, marcado pela situação de pobreza, opressão, dor e sofrimento. “Nós, porém, segundo a Sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça”.

Concluímos, portanto, pelo que temos visto, pelo exame das Escrituras, é que toda ela aponta para o reencontro do Criador com Sua criatura. A entrada do pecado no mundo causou uma ruptura que só a cruz pôde desfazer. Esses “novos céus e nova terra” já está preparado por Cristo para todos os salvos. (Jo.14:2)

 

Sábado, 17/01: A salvação.

Leitura Diária: II Pedro 3:17-18

Pedro encerra sua última epístola destacando que em ambas as epístolas que escreveu, ele não apresentou um evangelho novo, mas procurou “despertar com lembranças” a mente dos cristãos, a fim de que recordassem do que já estava escrito “pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos… apóstolos”. Ou seja, o Antigo Testamento e o Novo Testamento. Eis a nossa regra de fé e prática: “Toda a Escritura” (II Tm.3:16).

Por outro lado, outro ponto deveria ser levado “em conta”: “nos últimos dias”, surgiriam escarnecedores da genuína fé, que pela defesa de uma vida “segundo as próprias paixões”, iriam pôr em dúvida a volta de Jesus, usariam a natureza como prova de que a sublime promessa não tem razão de ser.

O apóstolo usou, então, o relato do dilúvio para contestar tal argumento. Assim como Deus enviou o dilúvio “sobre o mundo de ímpios” (II Pd.2:5), certamente cumprirá o seu derradeiro juízo, com fogo, na “destruição dos homens ímpios”.

Apesar de muitos julgarem demorado o retorno do nosso Senhor e Salvador, para Deus, “um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia”. Deus, portanto, não retarda “a Sua promessa, como alguns julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânime”, ou seja, paciente, esperando que o Evangelho seja pregado a todas as gentes.

A longanimidade de Deus aguarda a nossa decisão. A demora, então, não é um atraso, mas um tempo de misericórdia. O desejo do Pai é de “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento”. Nada é tão precioso para o Criador do que a obra-prima de Sua criação!

“Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor”, não no sentido de que será um evento silencioso, mas em que não sabemos nem o dia nem a hora em que ele ocorrerá. Será o evento mais ruidoso e espetacular que este mundo jamais testemunhou!

Vivemos no tempo de não somente esperar, mas também de apressar “a vinda do Dia de Deus”. A nossa espera, na verdade, deve refletir o nosso anseio pelo Lar de justiça que o Senhor nos preparou. E o nosso empenho deve ser na direção de sermos “achados por Ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis”, tendo sempre em mente de que a paciência de Deus é sinônimo de salvação, e não de retardo.

O reforço dado às cartas de Paulo aponta para outra grande lição: a firmeza nas verdades eternas. O cuidadoso estudo das Escrituras deve ser acompanhado de humildade e profundo desejo por ouvir a voz de Deus. A atuação do Espírito Santo apresenta, através da Palavra, o “conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”.

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