Devocionais da semana 04-10 de janeiro de 2026

Devocionais da Semana

Domingo, 04/01: Os falsos mestres e o justo castigo de Deus

Leitura Diária: II Pedro 2:1-4

No capítulo 2 de II Pedro, mais uma vez o apóstolo alerta os cristãos sobre a presença de falsos mestres que se infiltram de maneira disfarçada no meio da igreja para disseminar heresias e discórdias. Ele avisa que de maneira nenhuma Deus deixará esses hereges impunes. Mas, julgará com rigidez assim como foi feito aos anjos que pecaram e aos povos de Sodoma e Gomorra.

Os falsos mestres tinham a mente cauterizada com desejos carnais, imorais e disseminava como algo normal para vida dos irmãos. Como no passado, os falsos profetas se levantavam contra os profetas, também havia falsos mestres trazendo doutrinas heréticas para contaminar o povo de Deus. Eles negavam a Cristo e sua mensagem, e sobre eles a ira do Senhor é iminente.

O apostolo Pedro tinha sido testemunha ocular do ministério de Jesus, e por isso também ele já sabia de antemão que falsos mestres entraria na igreja como o próprio Jesus havia dito (Mt.24:4-5), e por isso ele estimula aos irmãos para um viver santo que glorifique a Deus. Esses falsos mestres conseguiam seguidores para suas práticas pecaminosas e os contaminavam. O mau exemplo deles colocaria em descredito o caminho da verdade. Eles faziam tudo isso com objetivo de enriquecer. Eram gananciosos e inescrupulosos. Porém, o apóstolo descreve o destino de todos eles. O juízo de Deus sobre eles virá, pois, Deus não os deixará impunes.

É bom lembrarmos que essa segunda epístola de Pedro foi escrita para encorajar os cristãos perseguidos e confusos a permanecerem unidos em sua fé. Por isso é que ele inicia esse segundo capítulo advertindo sobre esses falsos profetas, falsos mestres, heresias destruidoras, práticas libertinas, infamação do caminho da verdade, obtenção de lucros e de vantagens se aproveitando da piedade. Será que hoje é diferente ou ganharam mais ousadia os que mercadejam a palavra do Senhor?

 

Segunda-feira, 05/01: Exemplos do juízo de Deus.

Leitura Diária:  II Pedro 2: 5-11

Pedro expôs e condenou os falsos mestres que haviam desencaminhado os seus leitores. Tendo afirmado a confiabilidade do seu próprio ensino sobre o retorno de Cristo, ele desacreditou o falso ensino que havia obtido aceitação entre os cristãos, e tocou em três importantes questões:

A primeira questão era a conduta dos falsos mestres. O comportamento dos que amam os desejos pecaminosos da carne é seguido por continua depravação, não há temor de Deus. O apóstolo deixa claro que para estes as trevas estão reservadas. O dilúvio foi o primeiro juízo de Deus sobre ímpios do dia de Noé que é chamado de pregador da justiça, pois viveu em retidão diante de Deus. Ele era luz em meio àquelas trevas. Com certeza pregou o arrependimento e o iminente juízo de Deus sobre a vida daqueles que viviam uma vida de prazeres do pecado.

A segunda questão era que Sodoma e Gomorra são mais um exemplo do juízo de Deus. Eram cidades em que o povo vivia em perversidades imorais e sexuais. E o Juízo de Deus veio sobre elas com fogo e enxofre para destruí-los. E este também será o destino daqueles falsos mestres no juízo final. Ló foi chamado de Homem justo, pois compartilhava da mesma fé do seu tio Abraão, ele se recusou a viver nas práticas imorais e perversas do mesmo modo que aqueles libertinos viviam em seu tempo. Por isso, mesmo nós que estando neste mundo, não devemos nos acomodarmos as práticas dele, mas renovar o nosso modo de pensar de acordo com a Palavra de Deus.

A terceira questão era que Deus conhece todas as coisas e está no controle de tudo. Ele conhece os Justos e piedosos e sabe dos injustos e ímpios e para cada um tem destino diferentes. Para os justos, o livramento diante das lutas e tentações já aqui neste mundo. Já para os ímpios, que praticam as concupiscências, a condenação no juízo final. Os falsos mestres andam na prática da carne. Eles são atrevidos, arrogantes e menosprezam as autoridades constituídas, porém tudo isso com a permissão de Deus que lhe proporciona o livre arbítrio para tomarem a decisão que desejarem, porém, também devem arcar com as consequências de suas decisões.

As autoridades aqui citadas podem ser os anjos, os apóstolos ou pessoa em cargos de poder da época. Nem os anjos manifestam opinião sobre as autoridades constituídas pelo Senhor quando praticam atos que não agradam a Deus. O apostolo Pedro faz menção ao texto de Judas 1:9, quando o Arcanjo Miguel em disputa pelo corpo de Moisés com satanás não lhes pronunciou juízo, mas somente disse: O senhor te repreenda.

 

Terça-feira, 06/01: Os que seguem os desejos da carne.

Leitura Diária: II Pedro 2:12-16

Aqueles que seguem as heresias, desviando-se da verdade, são considerados como animais irracionais, pois deturpam a verdade da vida e do juízo, mostrando o puro desentendimento das verdades eternas. Por agirem como loucos e incrédulos serão destinados para destruição. Os próprios atos pecaminosos em que vivem já são para eles destruição. O salário da injustiça é a morte espiritual. Essas pessoas se deleitavam na carnalidade e isso até mesmo em pleno dia. Eles eram promíscuos na presença do Senhor. Seus olhos estavam cheio de desejos sexuais ilícitos. E convenciam pessoas fracas da fé e duvidosas, inclusive os novos convertidos da igreja, de que o adultério era algo normal. Pedro usa o exemplo de Balaão que deixou o caminho direito (Nm.22, Jd.1:11 e Ap.2:14), e amou o preço da injustiça, pois vendeu seus dons proféticos para Balaque.

Ele tentou amaldiçoar o povo de Deus sendo repreendido no caminho, por uma jumenta que viu o que ele não podia ver; um anjo com a espada na mão no meio do caminho.

Esse contexto usado por Pedro mostra a ligação dos falsos mestres e de todos aqueles que brincam e deturpam, a Palavra e o Poder de Deus, trocando a graça de Cristo por torpe ganância e imoralidade sexual.

 

Quarta-feira, 07/01: O Destino dos hereges.

Leitura Diária: II Pedro 2:16-18.

Os hereges são fontes sem água e névoas impelidas por temporal. As trevas eram o destino das ações deles. Engodar significa “pegar com uma isca”. Os hereges tentavam persuadir com falsas palavras e promessa grandiosas que no final não tem nenhum valor e o destino é a perdição. Os desejos sexuais e avareza são iscas da carne. O apóstolo Pedro tinha uma preocupação em proteger o rebanho de Cristo daqueles erros. Atualmente os pastores devem ter essa preocupação com as ovelhas protegendo-as dos lobos em pele de carneiro, que se vestem de verdade, mas vivem de mentiras a fim de desviar o povo para o erro.

O que vem a ser uma heresia? Para nós, servos de Deus, que temos a Bíblia como única regra de fé e prática, heresia é qualquer tipo de ensino ou doutrina que seja contrário ou que deturpa aquilo que é prescrito nas Escrituras. Pedro alerta para os falsos profetas e falsos doutores, ou seja, aqueles a quem a igreja sempre deu mais crédito por estarem à frente do rebanho, e que por isso mesmo sempre tiveram facilidade em falar e não serem contestados. Com isso, por terem a confiança dos homens, se aproveitaram para ensinar doutrinas que nunca foram encontradas em lugar algum da Bíblia, com a desculpa de terem recebido tal heresia do próprio Deus. As ovelhas desacostumadas em investigar a Palavra de Deus, simplesmente aceitam, acabando por tornarem-se cúmplices dos maus obreiros. Pedro ainda denuncia que um dos principais motivos pelo aparecimento dessas heresias é exatamente aquilo que Paulo já falava em I Timóteo 6:10, ou seja, o amor ao dinheiro, que é a raiz de todos os males. E o mesmo Paulo complementa no referido versículo que, por causa desse amor, muitos se desviaram da fé. Basta lembrar os acontecimentos que antecederam a Reforma Protestante, quando um monge dominicano passou a vender indulgências, que eram, na verdade, a compra do perdão, uma heresia movida por ganância e cobiça que terminou em um racha de proporções inimagináveis para a época.

 

Quinta-feira, 08/01: Escravos do pecado.

Leitura Diária: II Pedro 2:19

Os falsos mestres prometiam liberdade, mas eles mesmos eram escravos do pecado. Como é que alguém preso a práticas imorais e motivações de torpe ganância poderia dar liberdade a alguém. Somente Cristo, sem pecado, pode nos dar verdadeira libertação.

Pedro continua denunciando que esses hereges farão negócios de nós com palavras fingidas. O que isso quer dizer? Que usarão a nós e a nossa fé mal fundamentada para enriquecerem. Com sutileza construirão sistemas, estratégias e modelos teológicos completamente diferentes do que os ensinados pela Bíblia, criarão doutrinas baseadas em conclusões humanas e tradições sociais, e jogarão tudo isso sobre o rebanho, como se fosse Palavra de Deus. Por trás de tudo isso somente um interesse: dinheiro. Mas não conseguirão enganar a todos. Há um povo que não aceita outro alimento senão a Palavra do Senhor. Que não se conforma com outro pão que não seja o que desceu do céu.

E são esses quem o Senhor livrará da tentação de serem seduzidos pelas heresias que vem envolvendo a igreja do Senhor desde aqueles dias.

Os eleitos de Deus em Cristo Jesus que, assim como diz Paulo em I Coríntios 4:6 aprenderam a nunca ir além daquilo que está escrito, escaparão de serem engodados por essas heresias, pois, aprenderam os riscos de se alterar a Escritura lendo Apocalipse 22:18-19. Eles jamais trocarão a pureza da revelação do Espírito Santo, pela sedução dos templos superlotados, inchados de pessoas e vazios de Deus, porque só é cheio de Deus quem é cheio da Palavra de Deus.

 

Sexta-feira, 09/01: Trevas reservadas para os que amam o pecado.

Leitura Diária: II Pedro 2:20.

Parece que esses falsos mestres se desviaram do caminho da verdade e se atolaram em devassidão, se tornando mestres na prática do pecado. Pedro, então faz um alerta aos irmãos para não deixarem ser enganados por eles retornando para o mal caminho.

Ele finaliza revelando que quem segue o caminho desses falso mestres e acredita em seus discursos orgulhosos e vaidosos, acaba indo pelo mesmo caminho, ou seja, mesmo tendo, em algum momento, recebido, o verdadeiro conhecimento de Cristo, acabam se deixando seduzir novamente pelo mundo onde estavam antes, e o resultado é desastroso. Seu estado último será bem pior que o primeiro. A porca lavada voltou ao chiqueiro. O que foi limpo tornou-se a se sujar. E o que nos chama a atenção é que tudo começa quando se aceita a heresia e seus pregadores. Uma vez aceita a doutrina que não vem de Deus, o que vem a seguir é como diz o próprio Cristo, uma casa edificada sobre a areia. Ou como diz o Salmo 42:7 “Um abismo chama outro abismo”. Um erro levando a outro erro, até que, quando nos damos conta, fomos envolvidos por ensinos estranhos que, ao invés de nos aproximarem de Deus nos levam para bem longe d’Ele. Para a lama. E tudo porque os homens amam apaixonadamente o dinheiro e acabam fazendo dele o seu deus. Porém, Pedro nos dá a certeza do julgamento contra esses indivíduos, e faz uma denúncia adicional contra eles. 

Pedro descreveu o que os falsos mestres estavam fazendo. Ele começa dizendo que foi assim no passado e que estaria sendo naquele momento, óbvio, presume-se, então, que no futuro também será da mesma forma. Ele não disse que aqueles pelos quais Cristo morreu poderiam, na verdade, perder a salvação (Jo.10:28-29; Rm.8:28-39). As palavras “os resgatou” referem-se às pessoas da igreja que foram separadas do mundo pelo sangue da aliança e reunidas com as muitas bênçãos do povo em aliança com Deus (Hb.6:4-9; 10:26-29). Ao ensinar e praticar a imoralidade, esses falsos mestres zombavam do senhorio de Cristo e, desse modo, desmentiam a sua própria falsa confissão de fé (I Jo.2:3-6,19). E com toda a certeza haveria o julgamento final.

Os falsos mestres haviam transformado as refeições comunitárias da igreja, que era momento de comunhão santa, em ocasiões para satisfazer seus próprios desejos. Por isso o apóstolo enfatiza a extensão da autoindulgência deles. Eles estão com os olhos cheios de adultério, nunca param de pecar. Tanto em sua avareza (Nm.22-24; Jd.11) como em sua má influência sobre os israelitas (Nm.31:16), Balaão tipificava o comportamento desses falsos mestres. Prometiam liberdade, no entanto eram escravos da corrupção. Uma profunda ironia do pecado está evidente aqui. A busca pela autonomia em relação a Deus leva inevitavelmente à escravidão ao pecado e ao eu. A verdadeira liberdade do pecado envolve a alegre “escravidão” a Deus (Rm.6:15-18).

Jamais pode ser livre o que faz o que quer, a hora que quer, do jeito que quer e ninguém tem nada a ver com isso; mas, antes, aquele que em tudo se domina, esse sim é verdadeiramente livre.

Esses falsos mestres aparentemente confessavam ser cristãos, mas o retorno deles à antiga maneira de vida pecaminosa mostrou que seus conhecimentos sobre Cristo e o modo de retidão eram apenas superficiais. A deliberada rejeição da verdade aumenta a responsabilidade da pessoa diante de Deus (Lc.12:47-48). Seria melhor que nem tivessem conhecido o caminho da justiça. A frase “conhecido o caminho” refere-se ao fato de que eles pertenciam à igreja visível e entendiam muitos aspectos da fé cristã. A Escritura ensina que aqueles que são verdadeiramente regenerados perseverarão na fé (Jo.10:26-30; I Jo.2:19).

 

Sábado, 10/01: A apostasia revela os falsos cristãos.

Leitura Diária: II Pedro 2:21-22

Pedro equipara o apóstata a um cão e a uma porca. Em nenhuma das comparações, a natureza do animal muda. Em contraste com a visão atual dos cães como “o melhor amigo do homem”, os judeus dos tempos antigos desprezavam esse animal (Ex.22:31; Pv.26:11; Ap.22:15). Não é de admirar que um cão pudesse ser representado como voltando para comer o seu próprio vômito. Os suínos eram evitados por serem imundos (Lv.11:7; Is.65:4), pois, até quando eles são lavados, seu primeiro impulso é voltar para a sujeira. A intenção de Pedro é mostrar que a simples profissão religiosa ou mudança exterior não transforma o coração de uma pessoa. A apostasia dos falsos cristãos revelava a verdadeira natureza deles

Esta é a carta de despedida de Pedro, por isso é essencialmente escatológica. Ocupa-se em boa parte em tratar dos acontecimentos finais, dando a alguns deles uma precisão apocalíptica singular, como em II Pedro 3:10-12, ao descrever fenômenos provocados por Deus. O apóstolo de Jesus Cristo tem a revelação do Espírito Santo e consegue enxergar o que viria a acontecer com a Igreja de Cristo. E, o mais preocupante, é que seus alertas antecedem imediatamente o Juízo, que ele chama de o Dia do Senhor. São situações que nos cercam nos dias de hoje, as quais podemos ver a todo instante. E que mostram parte do quadro que será encontrado por Jesus quando voltar.

No fim do capítulo um, Pedro disse que os profetas do Velho Testamento foram movidos (guiados) pelo Espírito Santo. Contudo, ele observa no capítulo 2 que havia falsos profetas, homens declarando falsamente estarem falando por Deus, no meio do povo de Israel e haverá falsos mestres entre os cristãos.

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