Devocionais da Semana 22-28 de fevereiro de 2026
Devocionais da Semana
Domingo, 22/02: O combate aos falsos
mestres.
Leitura Diária: II João 1:1-3
João, um dos Doze Apóstolos, traz como
tema principal de sua segunda carta o combate aos falsos mestres que estavam
contaminando a igreja de Cristo. Não se sabe ao certo quando e onde foi escrita
essa carta. Se a noção tradicional de que João residiu por muito tempo em Éfeso
for correta, é possível que ele tenha escrito de lá, entre 70 e 100 d.C.
A carta foi escrita “à senhora eleita, e
a seus filhos”, não se sabe se ele estava usando linguagem figurativa para se
referir a sua própria família, a outro grupo específico de pessoas ou à Igreja
coletivamente, o mais provável é que seja para uma igreja local. Mesmo porque,
nessa epístola vemos muitas advertências contra falsos mestres que haviam
entrado na Igreja e usavam do evangelho para propagar falsos ensinos. Ele
aconselha aos irmãos a não darem ouvidos a essas pessoas nem andarem em sua
companhia.
Assim como em I João, o apóstolo
aparentemente escreveu essa epístola em resposta ao falso ensinamento de que
Jesus Cristo não teria efetivamente vindo à Terra em carne. Ele aconselhou a
igreja a não receber em suas casas e congregações aqueles que ensinassem que
Cristo não possuía um corpo físico. Ele pede que os cristãos não pratiquem a
hospitalidade com estes falsos mestres, pois quem o faz está cooperando com as
suas más obras. Porém, ele está alegre com os irmãos que andam na verdade e não
se desviaram com as doutrinas desses enganadores e mentirosos. E diz que a
igreja deve permanecer no verdadeiro amor fraternal, amando uns aos outros.
O grande alerta que deixa para a igreja
atual é o cuidado que se deve ter com os falsos ensinos e os relacionamentos
que desenvolvemos na nossa vida cristã e pessoal. O distanciamento é necessário
daqueles que ativamente promovem dissenções e falsos ensinos no meio do povo de
Deus.
A carta aborta três temas: a verdade, o
amor e os falsos líderes. Ela nos ensina a termos uma fé saudável e
relacionamentos construtivos para o crescimento espiritual de cada membro do
corpo de Cristo.
A verdade faz referência a revelação de
Deus, dos ensinamentos e mandamentos das escrituras. É na verdade de um amor
mútuo que os irmãos devem permanecer e esse elo é o Espírito santo de Deus. A
graça, a misericórdia e a paz de Deus e de Jesus Cristo são vividas realmente
se vivermos em verdade e em amor fraternal. Essas bênçãos vêm dessa ligação
perfeita entre o Pai (Deus) e o Filho (Jesus Cristo).
Segunda-feira, 23/02: Fiéis ao
evangelho.
Leitura Diária: II João 1:4
João demonstrou preocupação quanto às
influências apóstatas na Igreja. Ao mesmo tempo, ele demonstrou alegria pelos
membros que permaneceram firmes e fiéis ao evangelho. Suas palavras ilustram a
alegria e a gratidão que os líderes da Igreja sentem por aqueles que permanecem
fiéis ao Senhor.
Quando estudamos II João, somos
fortalecidos pelos conselhos de amarmos uns aos outros, obedecermos aos
mandamentos de Deus e permanecermos fiéis à doutrina de Cristo. Andar na
verdade é ter um autêntico relacionamento com Deus baseado na sua Palavra, obedecendo
ao Evangelho de Jesus Cristo e não se desviando daquilo que foi ensinado na
Bíblia. E ele demonstra alegria por saber como aqueles irmãos estavam vivendo a
verdade de Cristo Jesus.
Percebemos na leitura desta pequena
carta uma ênfase nas palavras verdade, amor e doutrina. O foco do Apóstolo é o
próprio Jesus Cristo, e até o versículo 4 ele fala da importância de permanecer
na verdade, que vem de Cristo.
Terça-feira, 24/02: O amor fraternal.
Leitura Diária: II João 1:5-6
Esta pequena carta frisa o contraste
entre o amor verdadeiro e as doutrinas distorcidas espalhadas por alguns que
procuravam enganar os servos do Senhor. Este é um grande alerta para os nossos
dias, devemos tomar cuidado com os relacionamentos que desenvolvemos e o
impacto das obras dessas pessoas em nossas vidas e na comunidade.
Os versículos 5 e 6 mostram que um dos
principais pontos desta verdade é o mandamento de amar aos outros. Jesus
enfatizou dois mandamentos sobre o amor como a base da revelação divina aos
homens (Mt.22:36-40), e João faz questão de repetir este ensinamento.
O Espírito Santo, através de João,
revela que não é a vontade de Deus que acolhamos aqueles que ativamente
promovem os falsos ensinos. Já que o mandamento principal para aqueles que
andam na verdade de Cristo é o amor a Deus e o amor ao próximo, à medida que os
falsos ensinos entram na igreja esse amor é destruído. O que deve existir na
igreja é um amor fraternal sem fingimento e que não desvie ao próximo da
verdade do Evangelho. Quem engana o próximo mostrando outro caminho que não
seja Cristo e as verdades contidas em sua Palavra, não deve ser considerado
como quem ama com o amor proveniente de Deus.
O amor é a essência dos mandamentos de
Deus. Ele nos amou primeiro e entregou seu Filho para nos salvar. Devemos andar
nesse amor. E amar uns aos outros com esse amor.
O que temos nesta carta é um ensinamento
profundo sobre a necessidade de um equilíbrio entre princípios fundamentais do
caráter divino. Deus é amor (I Jo.4:8), porém, Ele também é perfeitamente santo
(Is.6:3; Ap.4:8). Ele nos chama a imitar tanto a sua santidade (I Pd.1:15-16)
como seu amor (I Jo.4:11). Deus, na sua perfeição, mantém o equilíbrio entre
estas características. Ele ama e deseja a salvação de todos (I Tm.2:3-4), mas
como Santo Juiz, ele trará vingança sobre todos que não lhe obedecem (II Ts.1:7-9).
Para nós, é extremamente difícil manter este equilíbrio. Nossa tendência, como
seres humanos, é de enfatizar um lado e negligenciar o outro. Ao longo da
história, observamos essas tendências. Houve uma época que muitos pregadores
foram conhecidos pelas mensagens fervorosas sobre o castigo e sofrimento no
inferno. Hoje em dia, é raro ouvir tais mensagens, mas é comum ouvir exortações
sobre o amor, a compaixão, a misericórdia e a tolerância. Então encontramos
aqui João mostrando que a conduta do cristão não deve ficar de um lado contra o
outro, mas que o amor exige a santidade. Quem ama a Cristo rejeita os falsos
mestres (anticristos) que contradizem ou vão além da doutrina revelada por Deus
na Bíblia. Precisamos amar profundamente as pessoas que vivem em desobediência
a Deus, mas jamais devemos abandonar a verdade ou a busca da santificação nas
nossas vidas, principalmente em nome do amor. Imitemos o amor e a santidade
daquele que nos deu a verdade, Jesus Cristo, o Filho de Deus!
Quarta-feira, 25/02: Andar na verdade.
Leitura Diária: II João 1:7
Andar na verdade significa rejeitar os
enganadores. E muitos deles estavam no meio da igreja querendo negar a
humanidade de Cristo.
Era sobre os pensamentos agnósticos que
o apostolo já combatia na sua primeira carta que ele está se referindo aqui.
Desde o versículo 1 desta carta ele já destaca a verdade, e esse destaque não é
por acaso, ao falar da verdade, ele se refere a Cristo e a Palavra de Cristo, o
evangelho verdadeiro, já iniciando o combate a falsa doutrina.
Nos versos 4 a 6, ele destaca e explica
o amor. Talvez a melhor definição de amor para os cristãos é esta, quando ele
diz: “E o amor é este: que andemos segundo os mandamentos de Deus”. O que
combina perfeitamente com a definição de Jesus quando disse: “Se vocês me amam,
guardarão os meus mandamentos.” (Jo.14:15), e é bom lembrarmos que o Evangelho
de João também foi escrito por esse mesmo apóstolo, daí a familiaridade com
esse conceito que provinha do próprio Mestre. É por isso, que os cristãos
verdadeiros, procuram sempre estudar a Bíblia, para conhecer cada vez mais a
vontade de Deus, e obedecer a sua Palavra, andando em amor.
A partir do verso 7 até o 11, João fala
dos falsos mestres, que eram os discípulos do anticristo que estavam espalhando
um falso evangelho, e a falsa doutrina principal da época de João que era negar
que Jesus veio em carne. Isso hoje é conhecido como docetismo, uma linha de
pensamento grego que não aceita a matéria como boa, mas sempre má. Se a matéria
é sempre má, então para que Jesus seja realmente santo e bom, ele não pode
encarnar. O docetismo pregava que Jesus era uma espécie de holograma, uma ilusão,
seu corpo não era real. Por isso João diz que eles não confessam que Jesus veio
em carne.
No verso 8 ele exorta que os cristãos
tomem cuidado para não jogar fora todo trabalho que fora realizado por ele e os
demais líderes que pregaram a verdade do Evangelho e que agora corria o risco
com esses falsos ensinamentos. Isso indica que João contribuiu na fundação
dessa igreja e não queria vê-la se desviando da verdade.
Cristo veio e nos deu sua doutrina, seu
mandamento, que consiste no amor a Deus e ao próximo. O amor determina nosso
vínculo com Deus e com os irmãos. Já recebemos a sua doutrina. A questão agora
é: vamos andar nesse mandamento? O verbo “andar” é muito utilizado por João e
por Paulo, indicando nosso modo de vida, nossas decisões, nossos rumos, nossas
ações. Se praticamos a vontade de Deus, então estamos andando em espírito
(Gl.5:16), andando com Deus (Gn.5:22,24), no caminho que é Cristo (Jo.14:6).
Contudo, de nada adianta estarmos no caminho por algum tempo se sairmos dele
antes de chegarmos ao lugar onde ele nos levaria. Portanto, precisamos
permanecer no caminho, por mais difícil que isso possa ser. Aos que
permanecerem, Deus dará a devida recompensa.
Quinta-feira, 26/02: Fidelidade a
Palavra de Deus.
Leitura Diária: II João 1:8-9
O cuidado com falsos líderes é uma
proteção que o apostolo tem para com a igreja, pois os seus ensinamentos são
contrários a verdade de Deus, e muitos podem perder a recompensa do Senhor no
dia do Juízo. É necessário à meditação constante e aprofundada na Palavra de
Deus para não deixar ser enganado por mentiras e heresias que tentam desviar a
igreja de Cristo.
Os enganadores ameaçam o êxito da Igreja
em andar no caminho correto. Isso ocorre com aqueles que abandonam o caminho da
verdade e do amor, não permanecendo na doutrina de Cristo. Os que se desviam
perdem a recompensa, perdem o fruto do seu trabalho e fazem perder-se o fruto
do trabalho daqueles que os conduziram a Cristo.
João disse que alguns “vão além” da
doutrina. Esta é uma forma sutil da heresia. Precisamos ser cuidadosos no
sentido de não criarmos doutrinas extrabíblicas, como se a Palavra de Deus
precisasse de complemento. Os que lideram precisam estar atentos em relação ao
que exigem de seus liderados. Vemos em Gênesis que, ao repetir o mandamento
divino, Eva lhe acrescentou as palavras: “nem nele tocareis” (Gn.3:3). Paulo
profetizou que nos últimos dias, surgiriam doutrinas de demônios, proibindo o
casamento e determinando a abstinência de manjares que Deus criou para os fiéis
(I Tm.4:1-3). Não podemos esperar mais do que aquilo que Deus prometeu, porque
isso pode ser uma atitude inofensiva ou não, dependendo da situação. O problema
se agrava quando esse tipo de expectativa é alimentado por formas doutrinárias,
como as que temos ouvido hoje em dia, e que estão destituídas de fundamento
bíblico. Esta é uma das formas de “ir além” da doutrina de Cristo. A palavra do
Senhor nos ensina que Ele atende aos nossos pedidos desde que estejam coerentes
com a sua vontade (I Jo.5.14; Tg.4.3).
Sexta-feira, 27/02: Os falsos
ensinadores e como tratá-los.
Leitura Diária: II João 1:10-11
João também alerta os irmãos a que não
recebam em suas casas, esses que andam de porta em porta, mas não confessam que
Jesus veio em carne. Ou seja, antes de permitir entrarem em sua casa para vos
ensinar, perguntem e saibam primeiro no que eles acreditam a respeito de Jesus.
Como já vimos, a doutrina gnóstica, tão influente nos dias de João, negava a
humanidade de Cristo, atribuindo-lhe apenas caráter espiritual. Era então um
ensinamento espiritualista, o que, aparentemente, demonstrava elevação, desapego
em relação à matéria. Estavam indo muito além da espiritualidade bíblica (I
Tm.4:1-3; Cl.2:16-23). O cristianismo mostra o espiritual se encontrando com a
matéria. “O verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo.1:14). E este era o
principal ponto negado pelos enganadores a quem João combatia. O próprio
batismo e a ceia do Senhor são experiências com Deus que mostra como
participamos de forma completa e suprema, corpo e alma, no relacionamento com o
Senhor. As palavras de João: “vimos com os nossos olhos... e as nossas mãos
tocaram...”, era uma experiência física com o verbo encarnado, e ele mais do
que ninguém, podia dizer isso pois esteve junto de Jesus fisicamente por três
anos e meio.
O apóstolo não está nos aconselhando a
sermos rigorosos contra os fracos na fé, mas sim contra aqueles que nos
procuram com o objetivo de corromper a doutrina que recebemos do Senhor. Não
trate bem uma serpente, pois, ela te matará na primeira oportunidade.
Sábado, 28/02: Amor, verdade e Doutrina.
Leitura Diária: II João 1:12-13
Todas as epístolas de João foram
escritas na mesma época. Nota-se na segunda, que os assuntos da primeira ainda
persistem na mente no apóstolo. Ele ainda se mostra combativo em relação aos
enganadores. Seu esforço é a favor da verdadeira doutrina de Cristo.
Esta carta traz ênfase nas palavras
amor, verdade e doutrina. O objetivo é relembrar o ensino simples do evangelho,
o amor, e o dever de a Igreja seguir o que diz a Palavra, obedecendo aos
mandamentos de Deus e rejeitando ensino dos falsos mestres, que são os que
negam a divindade de Cristo e os que negam a autoridade da Bíblia Sagrada.
Comentários
Postar um comentário