Devocionais da Semana 15-21 de fevereiro de 2026
Devocionais da Semana
Domingo, 15/02: A vitória que vence o
mundo.
Leitura Diária: I João 5:1-3
Em I João 5, o apóstolo começa tratando,
mais uma vez sobre a relação entre o amor a Deus e a obediência. Existe uma
batalha espiritual sendo travada, se quisermos vencer precisamos crer. A única
arma capaz de vencer o mundo é a nossa fé.
O testemunho de que essa fé é eficaz é
dado pelo Espírito Santo através das Escrituras e da ressurreição de Jesus
Cristo. Em comunhão sincera com Deus podemos orar a Ele sobre qualquer
necessidade real que tivermos e com certeza Ele nos ouvirá.
Este capítulo começa dizendo que a
condição para ser nascido de Deus, para ser filho de Deus, é crer, confiar em
Jesus Cristo. Só a crença correta e sincera produz um nascimento espiritual.
Esse nascimento reflete-se no amor por outras pessoas que também nasceram na
família de Deus (I Jo.2:3-11).
O restante do versículo desenvolve o
tema do amor. O alvo da mensagem devem ser os falsos mestres. É provável que
tivessem culpa de excluir outros cristãos da congregação. Amar os filhos de
Deus tem um vínculo direto com a obediência. O amor a Deus requer obediência.
Porém, os mandamentos de Deus não são pesados; antes, libertam os cristãos para
serem as pessoas que Deus idealizou na criação: seres santos, que refletem
limpidamente a imagem de Deus.
Estamos vivendo em um mundo que nos traz
grandes conflitos e, como igreja de Cristo, somos chamados para fazer parte de
um povo especial e diferente: “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o
testemunho de Jesus” (Ap.14:12). “Porque este é o amor de Deus: que guardemos
os Seus mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos”.
Segunda-feira, 16/02: “Jesus é o
cristo”.
Leitura Diária: I João 5:4-9
“Todo aquele que é nascido de Deus”
trata da nova natureza do filho de Deus formada na pessoa regenerada. A
regeneração concede a vitória sobre o mundo que se opõe a Deus.
A fé que vence o mundo é a fé em Jesus
Cristo como Filho de Deus, que morreu por nós. Aquele que supera o mundo
obedece a Deus, em vez de cumprir as expectativas do mundo. Se amarmos a Deus,
obedecer-lhe será um prazer para nós. Portanto, a fé que vence o sistema
maligno do mundo envolve a convicção de que Jesus é o Filho de Deus. O Pai é
testemunha de que Jesus veio ao mundo em carne e é fonte de vida eterna para
todos os que n’Ele creem.
Água e sangue têm sido interpretados
pelo menos de quatro formas: (1) como o batismo e a morte de Jesus; (2) como
Sua encarnação; (3) como a água e o sangue que fluíram de Seu flanco na cruz; e
(4) como o batismo do cristão e a ceia do Senhor. A maior parte dos estudiosos
favorece a primeira interpretação. João está corrigindo o falso mestre Cerinto,
que alegava que o Espírito entrou em Jesus por ocasião de Seu batismo, mas
abandonou-o antes de Sua morte (I Jo.4:2,3), como já havia mencionado em
devocionais anteriores. O Espírito Santo testifica, de acordo com a água e o
sangue, que Jesus é o Filho de Deus. Se aceitamos o testemunho dos homens;
logo, devemos aceitar muito mais o testemunho de Deus.
E “a vitória que vence o mundo” é a
nossa fé em Jesus, pois Ele mesmo venceu o mundo (Jo.16:33). O batismo de
Jesus, representado pela água, e a Sua morte, representada pelo sangue,
significam a confirmação da nova aliança entre Deus e Seu povo. Todo aquele que
deseja seguir o exemplo do Mestre, e ser batizado seguindo a Sua ordem,
encontrará resistência como Ele mesmo encontrou. E a menos que esteja munido da
armadura de Deus (Ef.6:10), revelará uma fé frágil que sucumbirá à primeira
prova.
Assim como o Pai, a Palavra (que é
Cristo) e o Espírito Santo são um, fomos chamados a sermos um com o Senhor e a
termos o Seu testemunho na Terra.
Gosto de pensar que “o Espírito, a água
e o sangue”, representam as três atuações de Deus na vida do cristão: O sangue,
quando aceitamos a Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas; A água, como
o batismo, o lavar regenerador de Deus no coração e início da carreira cristã;
O Espírito, que nos guia a toda a verdade, nos convence do pecado, da justiça e
do juízo, levando-nos a uma vida de santificação em Cristo Jesus (Jo.16:8-13).
Como já dissemos, João escreveu sua
primeira epístola para alertar sobre os falsos mestres que ensinavam que Cristo
não tinha verdadeiramente vindo em carne, e incentivar um estilo de vida
apropriado para os seguidores do Cristo encarnado. Quem lê e estuda os escritos
de João, depara com um discurso, afirmando que Jesus é Deus, veio em carne,
nasceu de uma virgem, cresceu, morreu e ao terceiro dia ressuscitou.
Deus é amor, portanto, devemos amar a
nossos irmãos e os Seus mandamentos são para serem vividos. Reparem que ele
exalta Deus, a sua palavra que são os seus mandamentos, e o amor que deve ser
expresso pelos irmãos como prova de que amamos verdadeiramente a Deus.
Reconhecer que “Jesus é o Cristo” traz implicações morais, ele retorna a essas
afirmações doutrinárias para enfatizar os resultados dessas crenças na vida dos
cristãos. Todos os que confessam que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus.
Assim, todo aquele que ama ao que gerou também ama ao que dele é nascido.
Terça-feira, 17/02: O tríplice
testemunho.
Leitura Diária: I João 5:10-13
João está comparando quem aceita o que
Deus diz e quem o rejeita. A pessoa que tem fé em Jesus possui o testemunho, ou
seja, a verdade de Deus. Aquele que rejeita o testemunho de Deus está chamando
Deus de mentiroso.
“O testemunho é este” é a mesma
expressão traduzida de forma similar no versículo 9. O testemunho de Deus é que
Ele nos deu a vida eterna em seu Filho. A vida eterna não é um salário que
devemos esforçar-nos para receber, mas sim uma dádiva a ser recebida de Deus
(Rm.6:23), por isso é que João declara com clareza que nosso relacionamento com
o Filho determina se possuímos a vida eterna. Há quem julgue que a expressão
“estas coisas” se refere a todo o livro de I João e conclua que a forma pela
qual a pessoa pode saber se tem a vida eterna é não só crer no Filho como
também viver a vida justa e amar os cristãos, seus irmãos. Mas essa expressão
não se refere ao livro todo, apenas aos versículos imediatamente anteriores e
às expressões semelhantes ao longo da carta (I Jo.5:9-12; 2:1,12-14,21,26;
4:1). Em outras palavras, a base da certeza da salvação é a crença na Palavra
de Deus e em Seu Filho, de quem o Espírito e a Escritura testificam. Quem tem
fé em Cristo sabe que terá vida eterna porque Deus diz que terá. Estes três
“são unânimes num só propósito”, o propósito de preparar um povo para
reencontrar o Seu Deus. Todo aquele, pois, que nisto crê, “tem, em si, o
testemunho”. “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta
vida está no Seu Filho”. Portanto, se temos o Filho, temos a vida; se, porém,
não temos o Filho, não temos a vida. João esclarece que todo aquele que é
nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa
fé. Ele explica então que aquele que vence o mundo é justamente aquele que crê
que Jesus é o Filho de Deus. Quem duvida disso, aposta que Deus é mentiroso e
isso o afasta de Jesus e o aproxima do diabo.
Esses três testemunhos apoiam as
palavras de João nessa carta. A água e o sangue derramado na morte de Jesus
mostraram que Ele era verdadeiramente humano, e o Espírito Santo no ministério
de João também contribuiu para esse fato. João voltou-se para uma prolongada
declaração do testemunho que apoia a afirmação que ele fez nessa carta.
Ele então fala que “Cristo é aquele que
veio”, o significado dessa frase depende basicamente do significado da “água e
sangue”.
Quem dá testemunho desse fato é o
Espírito, porque o Espírito é a verdade. João referiu-se ao tríplice testemunho
quanto à plena humanidade de Jesus. Tanto o sangue como a água que fluíram do
lado perfurado de Jesus quando ele estava na cruz testemunharam que Jesus era
um homem. E a ação do Espírito nos ministérios dos apóstolos confirmava a
mensagem de que Jesus era Deus encarnado. Se recebemos o testemunho dos homens
pelo fato de haver duas ou três testemunhas, imagine o testemunho de Deus. Ele
é muito maior.
Ao apelar diretamente para Deus como
testemunha, ele demonstra como Jesus, invalidou todas as contestações humanas
(Jo.6:33-40), por isso ele afirma que quem crê no Filho de Deus, em si mesmo
tem o testemunho; já os que não creem, fazem de Deus mentiroso, pois não creem
no testemunho que Deus deu de seu Filho.
Quarta-feira, 18/02: Conhecer a vontade
de Deus.
Leitura Diária: I João 5:14-15
A certeza de nosso relacionamento com
Deus produz confiança na oração. E essa confiança vem pela certeza de uma
relação vívida com Deus, o que inclui desfrutar da vida eterna.
Continuar a crer no nome do Filho de
Deus significa continuar praticando as orações com fé (I Jo.3:22; Jo.14:12-14).
A chave para saber se Deus ouve nossas orações é orar segundo a sua vontade.
Quando o apóstolo Paulo declarou: “logo,
já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl.2:20), ele não declarou
ter alcançado o estágio final da perfeição, mas a sua entrega, unida à
constante obra do Espírito Santo, inculcavam em sua mente a fé firme na fiel
promessa: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”
(Mt.28:20). Por isso que ele denominou a batalha espiritual de “bom combate”
(II Tm.4:7), porque todo aquele que é nascido de Deus e “não vive pecando”, tem
como seu fiel guarda Jesus, o Senhor dos exércitos, “e o Maligno não lhe toca”.
A oração intercessora, neste grande
conflito em que vivemos, terá um papel decisivo no limiar dos últimos dias.
Quando um servo ou uma serva de Deus ergue suas súplicas altruístas e
empenha-se diariamente a abençoar seus irmãos através de suas orações, sua
própria vida recebe um novo fôlego, o Espírito Santo imprime em sua mente o
verdadeiro senso de missão e derrama em seu coração o amor de Deus em generosas
porções. Não podemos desistir daqueles que Cristo adquiriu com Seu sangue. Ao
entender essa carta, entendemos também que nossa vida está na dependência da
vontade de Deus que é sempre boa e perfeita, e assim podemos ter a certeza
total da vida eterna. Somos levados então a orar com confiança em favor de
outras pessoas que possam se desviar, e de qualquer outra necessidade que
possamos ter, e podemos estar certos da vitória sobre o maligno. João encerrou
a carta com vários resumos e algumas instruções finais.
O Evangelho de João foi escrito para
levar os leitores à fé em Jesus (Jo.20:31); já I João foi escrita para dar aos
cristãos a habilidade para encontrar segurança em sua salvação. Ele nos lembra
da confiança que devemos ter Deus, que se pedirmos alguma coisa segundo a sua
vontade, Ele nos ouve. Ou seja, Deus está mesmo muito atento às nossas orações,
em função disso, se sabemos que Ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que
já alcançamos as coisas que lhe temos pedido.
Quinta-feira, 19/02: Ajudar ao fraco na
fé em oração.
Leitura Diária: I João 5:16-18
O cristão deve interceder por um irmão
que peca., ele pode orar com confiança, sabendo que já é da vontade de Deus que
os seres humanos parem de pecar.
A referência aqui do pecado para morte
pode significar blasfemar contra o Espírito Santo, rejeitar Cristo como
Salvador, rejeitar a humanidade ou a divindade de Jesus, um pecado específico
como o suicídio, pois aí não tem mais como existir arrependimento, ou uma vida
de contínuo pecado. Qualquer que seja ele, esse pecado parece ser uma violação
flagrante da santidade da comunidade cristã.
O mais importante nessa questão é que
João está incentivando-nos a ajudar os irmãos que estejam desviando-se; podemos
ser instrumentos de Deus na restauração deles.
Sexta-feira, 20/02: Um bom
relacionamento com Deus.
Leitura Diária: I João 5:19-20
Nesses últimos versículos encontramos
três conclusões que são verdades absolutas, cada uma delas introduzida pela
expressão sabemos. A ideia geral dessa seção de encerramento é que um bom
relacionamento com Deus resulta na certeza de nossa posição em Cristo em meio a
um mundo hostil.
“Não peca” passa a ideia de não cometer
pecados habitualmente na vida, a expressão não pode significar que os cristãos
não pecam porque João acaba de falar sobre ver um cristão pecar.
Os apóstolos são de Deus, ou seja, Deus
é a fonte de suas atitudes, posturas e mensagens (I Jo.2.19). E a mensagem que
eles apresentaram é simples: Satanás não toca naquele que nasceu de Deus, mas
tem todo o mundo em suas garras e sob seu domínio; O entendimento concedido por
Cristo nos permite conhecermos Deus pessoal e intimamente; Jesus Cristo é o
verdadeiro Deus; conhecê-lo é ter a vida eterna; Se “sabemos que somos de Deus
e que o mundo inteiro jaz no Maligno”, tanto mais precisamos nos firmar nas verdades
eternas e perseverar em ter uma vida de oração.
Certamente, somos alvo das orações de
alguém, ou de alguns, assim como podemos ser instrumentos de Deus para conduzir
pessoas a Cristo por este ministério tão grandioso. Sabemos que nosso dever é
orar para que não fiquemos presos aos laços do diabo que é aquele responsável
por cegar os entendimentos. Reparem, contudo, que o diabo não tem poder de
cegar quando a fé está firme, mas apenas quando há vacilo na fé. Que alívio
sabermos que somos de Deus, mas que pesadelo entendermos que o mundo jaz no
Maligno. O diabo prendeu a raça humana pela tentação, e ninguém pode escapar do
ciclo da tentação, pecado e condenação sem a ajuda divina.
Sábado, 21/02: O verdadeiro Deus.
Leitura Diária: I João 5:21
João encerra sua primeira carta fazendo
seus leitores se recordarem de quem é o verdadeiro Deus. Era de se esperar que
ele encerrasse exortando-os a ficar longe de falsos deuses.
Ele fez questão de dar um ensinamento
sobre o pecado. De fato, há pecados que consideramos mais graves que outros e
ele dá uma orientação sobre como agir em cada caso. No entanto, não pode haver
evasão da responsabilidade pela acusação do diabo (Gn.3:13), pois a escravidão
ao pecado é totalmente voluntária (Tg.1:13-15). Somente o Filho de Deus pode
quebrar o ciclo e substituí-lo pelo ciclo do perdão, gratidão e obediência.
A última recomendação do apóstolo amado,
que carinhosamente nos chama de filhinhos, é para que nos guardemos dos ídolos.
Nisso devemos mesmo ser muito cuidadosos, pois tudo o que nos rouba do Senhor e
entra em nosso coração é usurpação. Há ídolos físicos, mas os piores são os que
estão dentro de nosso coração que somente o Espírito Santo sabe. Nosso coração
deve estar sempre voltado para o verdadeiro Deus e Sua Palavra, e não aos
ídolos que tenta roubar a Sua Glória em nós.
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