Devocionais da Semana 01-07 de fevereiro de 2026
Devocionais da Semana
Domingo, 01/02: Somos filhos de Deus.
Leitura Diária: I João 3:1-3
Como vimos nas devocionais anteriores,
João, o apóstolo amado, escreveu sua primeira epístola para alertar sobre os
falsos mestres que ensinavam que Cristo não tinha verdadeiramente vindo em
carne, e para incentivar um estilo de vida apropriado para os seguidores do
Cristo encarnado.
Do capítulo 2 :18 ao capítulo 3:24, o
autor nos fala que “Jesus é o Cristo”, e ao aceitamos a Ele como Salvador e
Senhor vai trazer mudanças significativas em nossas vidas, visto que trará
implicações morais incontestáveis em nossa maneira de viver neste mundo.
João observa extasiado o amor de Deus,
mas o maior êxtase e a maior gratidão provinham do fato de Deus expressar amor
pelos seres humanos e de os cristãos integrarem Sua família. Deus ama todos os
cristãos, fortes ou fracos. Jesus, na noite em que foi traído, havia amado os
seus que estavam no mundo e amou-os até ao fim (Jo.13:1). O amor de Deus
contrasta fortemente com o amor deste mundo. O mundo ama quem o ama, mas Deus
ama até os que lhe desobedecem.
Quando João admite ignorar o que seremos
quando Jesus voltar, sua afirmativa deve tornar-nos humildes e precavidos
quanto a anunciar detalhadamente acontecimentos futuros e a natureza de nossa
existência celestial. Deus decidiu não nos dizer muitas coisas, ou porque não
as entenderíamos, ou porque poderiam distrair-nos de nossas responsabilidades
como cristãos (At.1:6-8). O que sabemos é que seremos semelhantes a Ele, embora
não conheçamos todos os detalhes de nossa futura existência, mas teremos um corpo
como o de Cristo (Fp.3:21). Os cristãos terão imortalidade e estarão livres de
sua atual natureza pecaminosa, que tanto os incomoda.
Aqueles que tem esperança de ver Cristo
e ser como Ele percebe que Ele é moralmente puro e justo, compreender isso
ajuda a pessoa a procurar ser cada vez mais pureza e justiça. Isso nos mostra
que a primeira implicação de ser filho de Deus é que os cristãos devem lutar a
fim de alcançar esse patamar. Todos os que recebem Cristo desfrutam da
maravilha de serem filhos de Deus (Jo.1:12).
Isso é muita bênção, mas também muita
responsabilidade. Se somos filhos de Deus, purificamo-nos a nós mesmos, assim
como Ele é puro!
Segunda-feira, 02/02: Os filhos de Deus
e os filhos do Diabo.
Leitura Diária: I João 3:4-9
Neste capítulo o apóstolo João nos
ensina que agora, em Cristo, somos filhos de Deus. Contudo, a comprovação de
que somos filhos de Deus se dá por meio da nossa obediência. Quem permanece
amando a prática do pecado não é filho de Deus.
Os dois tipos de pessoas descritos são
aqueles cujo estilo de vida se caracteriza pela justiça e aquele que se
caracteriza pelo pecado. O relacionamento vital com Deus fica patente por meio
de uma vida reta. Quem vive no pecado nega o relacionamento com Jesus porque
Ele veio para levar embora o pecado. O pecado tratado nestes versículos, não é
aquele ocasional, mas a vida de persistente pecado. Iniquidade não significa
falhar em relação à Lei, mas rebelar-se contra ela.
Se Cristo não tem pecado e o objetivo de
Sua vinda foi tirar o pecado do mundo, então qualquer que permanece n’Ele não
peca. A conduta pecaminosa costuma indicar falta de comunhão com Cristo. Assim,
se nós dizemos cristãos, mas temos uma vida na prática do pecado, pode-se
questionar legitimamente nossa condição de filhos de Deus. Sendo assim, a
afirmativa em I João 1:9-2:2 demonstra que os cristãos pecam ocasionalmente,
mas não vivem no pecado, como antes faziam quando estavam sob o jugo do pecado.
Ao pecar, falta-nos visão de Deus, pecar
resulta da cegueira e da ignorância a respeito d’Ele (II Pd.1:9). Todo pecado
cometido por cristãos é consequência de eles pensarem erradamente a respeito de
Deus. De fato, se o cristão nunca pensasse nada errado a respeito de Deus, ele
nunca pecaria. Não é de admirar que o apóstolo Paulo nos conclame a levar
cativo todo entendimento à obediência de Cristo (II Co.10:5). Qualquer
pensamento nosso que não passe por esse teste pode muito bem ser uma abertura
para o ataque de Satanás (At.5:2,3).
Evidentemente, os anticristos que
estavam negando a doutrina de Cristo (I Jo.2:22) também alegavam conhecer a
Deus, mas ainda assim viviam na iniquidade (I Jo.1:6). João insiste em que
negar a doutrina de Cristo é não ter Cristo (I Jo.2:23) e que, como Deus é
justo (I Jo.2:29) e Cristo é puro (I Jo.3:3) e sem pecado (I Jo.3:5), quem
nasceu de Deus (I Jo.2:29) possui a natureza de Deus e, como habita em Cristo,
não peca (I Jo.3:6). Os verdadeiros cristãos praticam a justiça porque aquele
em quem permanecem é justo. A justiça de Deus se manifesta nas atitudes de Seus
filhos. A conduta reta não produz um caráter justo, mas sim o revela em nós. A
natureza pecaminosa de Satanás evidencia-se por meio da vida daqueles que lhe
pertencem. O propósito da vinda de Jesus era desfazer as obras do diabo. Aquele
que comete o pecado, mesmo que seja cristão, é do diabo no sentido de que
participa da atividade do diabo (I Jo.2:19). Assim, João está indicando que é
possível (não costumeiro) os cristãos fazerem o que é do diabo, mesmo que não
faça parte de sua nova natureza, mas movido pela velha natureza ainda
existente, morta na realidade, mas presente na vida de todo o ser humano.
(Mc.8:31-33; Tg.3:6).
A “semente que permanece” é,
provavelmente, a natureza divina a qual os cristãos receberam ao serem gerados
por Deus (II Pd.1:4). Em outras palavras, esse versículo está dizendo o que já
afirmamos anteriormente, que o hábito do pecado não combina com a identidade
cristã.
Terça-feira, 03/02: O amor ao próximo.
Leitura Diária: I João 3:10-13
Como é característico do Apóstolo João,
chamado de o Apóstolo do Amor, ele aborda o tema do amor ao próximo. Qualquer
cristão que não amar ao seu irmão, não nasceu de novo. A maior prova do amor é
a atitude. A Bíblia exige que o amor seja prático e não apenas verbal. Dessa
forma, fica claro e manifesto quem são os filhos de Deus e quem são os filhos
do diabo, sendo assim ele identificou uma maneira segura de distingui-los.
Tendo introduzido a ideia de que os
filhos de Deus serão puros e justos como Deus o Pai e Cristo, João voltou-se
para uma aplicação específica que ele considerava importante para os seus
leitores. Ele esclarece no vs. 11 que essa é “a mensagem que temos ouvido desde
o princípio: que nos amemos uns aos outros”. Provavelmente seja essa uma
referência ao ministério terreno de Cristo. A lei do amor não foi uma invenção
de João. O mandamento de Cristo é reforçado pelo seu próprio dom do amor
(Jo.13:34-35).
Os cristãos manifestam sua natureza
regenerada por meio da prática da justiça (I Jo.2:7), ao passo que os filhos do
diabo demonstram sua natureza decaída pecando. Os cristãos que pecam não estão
expressando sua natureza como filhos de Deus; estão seguindo o caminho do
diabo. Por isso ele identifica amar uns aos outros como absolutamente básico a
viver para Cristo e a fazer progredir o Seu Reino. Caim é identificado como
filho espiritual do diabo, já Abel é identificado como filho de Deus. O ato
assassino de Caim foi a epítome do ódio, e, portanto, proveio do maligno. Aqui,
faz-se referência a I João 3:1. O mundo é o sistema mundial maligno cujo povo
reage aos cristãos justos como Caim reagia a Abel (I Jo.3:1; Jo.15:18-20).
Quarta-feira, 04/02: A prova do amor é a
atitude.
Leitura Diária: I João 3:14-15
A incompatibilidade sempre existirá
entre o mundo e o povo de Deus, mas essa animosidade não faz parte do
companheirismo entre os cristãos. A ausência da incompatibilidade, ou seja, o
amor e a harmonia existente entre os cristãos, são uma prova concreta de que os
cristãos passaram “da morte para a vida”. Porém, se tal animosidade ocorre no
companheirismo, isso significa uma rejeição ao evangelho de Cristo.
João falando do amor dá provas de sua
manifestação ao afirmar que Cristo nos deu a sua vida. Com isso é nos revelado
uma maneira na qual a encarnação é importante para a vida cristã. Jesus nos
amou de tal maneira que deu a vida por nós, aceitando a dor da morte na cruz
para que fôssemos salvos da destruição eterna (Jo.10:11-15).
O amor dos cristãos uns pelos outros
deve ser demonstrado por decisões práticas semelhantes à de Cristo, até mesmo
incluindo a disposição de morrer pelo outro. João mencionou a ajuda material
como um exemplo menos custoso (Tg.1:27). Dizer que se ama é muito fácil, por
isso que ele nos exorta dizendo que não amemos apenas de boca, mas em ação e em
verdade.
Como já dissemos, o amor pelos irmãos é
a comprovação de que a pessoa passou do reino da morte para o reino da vida. Os
cristãos passam de forma permanente da morte para a vida na ocasião de sua
salvação, na conversão, a qual é comprovada pelo amor aos irmãos. A salvação
não é resultado de nosso amor, mas o amor é a demonstração dessa salvação, é um
ato produzido pela salvação adquirida em Cristo Jesus.
A pessoa que odeia seu irmão habita na
morte. Dito isso, é importante perceber que garantir a salvação seria
impossível caso se baseasse apenas no amor de um cristão pelos outros. Assim,
João está dizendo que os cristãos que já tiveram a experiência da salvação em
Cristo devem agora demonstrar que estão salvos amando seus irmãos. Já vimos na
epístola (I Jo.1:8,10; 2:2) que ninguém vive sem pecar. Um juízo subjetivo,
como o de amar aos irmãos, nunca traria a segurança da vida eterna, porque como
a pessoa teria certeza, o tempo todo, de que cumpriu essa ordem? O que João
ressalta nessa passagem, portanto, é que a pessoa não pode viver a vida
concedida por Deus se, ao mesmo tempo, não estiver amando seus irmãos no
Senhor; o tema aqui não é a posição da pessoa em Cristo. Aquele que não ama seu
irmão é comparado a um homicida que não pode ter nele a vida eterna no sentido
de que não é um fator dominante em sua vida.
Quinta-feira, 05/02: Quando condenados
pelo coração.
Leitura Diária: I João 3:16-18
Há ocasiões em que o coração dos
cristãos não confirma que eles são filhos de Deus, mesmo quando suas vidas se
conformam ao ensino de I João. João assegurou seus leitores que nesse caso eles
deveriam “tranquilizar o coração”. Isso por causa do vs. 18 que pede que o amor
vá além das palavras, mas seja pragmático. E se o nosso coração nos condenar? A
palavra é usada também em 4:4, sugerindo um conflito real no qual Deus
prevalece sobre o coração dos cristãos. A Palavra de Deus que absolve os
cristãos deveria prevalecer sobre a palavra do coração deles, que os condenam.
Como é importante uma boa consciência diante de Deus! Ela nos gera paz,
segurança e grande esperança, além de muita confiança no Senhor a ponto de
termos certeza, pela fé, de que tudo que pedimos a Ele, receberemos. Essa
confiança deve estar fundamentada, obviamente, na consciência de que os desejos
dos cristãos concordam com os de Deus (I Jo.5:14-15). E o amor demonstrado
pelos irmãos e a obediência aos desígnios divinos revelam uma boa relação com
Deus. O homicídio e o ódio tiram a vida; já o amor dá a vida a alguém. Jesus é
o exemplo supremo. Caim sacrificou seu irmão; Cristo sacrificou a si mesmo. O
exemplo de Cristo não deve ser apenas admirado, mas imitado (I Jo.2:6). O amor
de Deus se exprime por meio do auto sacrifício, não por meras palavras. Uma
atitude vale muito mais do que todas as promessas e discursos que fizermos.
Em I João 3:14,15 o autor declarou que
precisamos amar os outros cristãos como amamos a nós mesmos. Agora, ele dá um
passo além, conclamando-nos a amar os irmãos mais do que nós nos amamos, a
estar dispostos a dar nossa vida pelos outros, assim como Cristo deu Sua vida
por nós. O cristão dá sua vida dando aquilo que sustenta parte dela para
sustentar a vida de outros. João usa uma pergunta retórica para transmitir que
o amor altruísta significa tanto partilhar bens materiais quanto morrer por
alguém: Se uma pessoa declara que ama seu irmão em Cristo, mas suas atitudes
desmentem tal afirmativa, o amor de Deus habita nela? A resposta à pergunta é
não. O amor se dá a conhecer pelo seu fruto. Se o cristão não agir com amor, é
porque o amor de Deus não encontrou espaço nele.
Amar de palavra é sentir amor e dizer
palavras amáveis, mas não chegar a demonstrar o amor com ações. Amar de língua
é professar algo que a pessoa absolutamente não possui. O oposto de amar de
palavra é amar por obra, e o oposto de amar de língua é amar em verdade, amar
de coração e com atitudes.
Procedendo dessa maneira teremos
confiança diante de Deus. Quando o nosso coração nos acusar, saberemos que o
Senhor Deus nos ouve e poderemos lhe apresentar nossa oração de forma
confiante.
Sexta-feira, 06/02: Confiança diante de
Deus.
Leitura Diária: I João 3:19-22
Podemos estar certos da presença da vida
eterna em nós quando demonstramos amor altruísta pelos outros. Os cristãos que
começarem a amar de verdade saberão que seu amor se origina na verdade e, sendo
assim, terão confiança perante Deus. Portanto, o amor tanto beneficia quem o
oferece como quem o recebe. Agindo assim seremos identificados com Cristo, que
é a Verdade. E quando tivermos que comparecer diante d’Ele (I Jo.2:28,29), em
Seu tribunal, seremos achados na verdade.
O nosso coração nos condena quando
reconhecemos que não estamos à altura do amor ideal e nos sentimos inseguros ao
falar com Deus. Nossa consciência pode não registrar as atitudes amorosas que
tomamos pelo poder do Espírito Santo, mas Deus as registra, e Ele é maior que
nosso coração. Diferente de nossa consciência, Deus leva tudo em conta,
principalmente o trabalho de expiação feito por Cristo em nosso favor. Às
vezes, Deus é mais compassivo e compreensivo para conosco do que nós mesmos.
Sábado, 07/02: Viver a fé em Cristo é
viver Cristo.
Leitura Diária: I João 3:23-24
Ao encerrar o capítulo João nos coloca
em um contexto de fé no nome do Filho amado de Deus, Jesus Cristo, e isso está
relacionado à oração. Observe que, apesar de crer ser suficiente para receber a
vida eterna (Jo.20:30,31), crer e amar uns aos outros é essencial para
vivenciar os resultados dessa vida.
A profissão da fé revela um
relacionamento vívido. A comunhão com Deus é evidenciada por aqueles que ouvem
os apóstolos, e não os falsos mestres. Quando o Apóstolo usa a expressão “Nele
está, e ele nele” exprime o fato de Jesus e o cristão habitarem um no outro
mutuamente. O cristão está em Cristo ao guardar os seus mandamentos. Cristo
está no cristão obediente como um morador que está em casa. Jesus falou dessa
moradia do Espírito em João 15:4,5,7. Isso fica ainda mais evidente pela
referência do Espírito que é dado ao cristão (I Jo.4:1-3). A prova de que a
pessoa está salva é a obediência. O fundamento da salvação é a graça de Deus em
Cristo, e o meio da salvação é a fé, (Ef.2:8,9). Isso não significa que a
pessoa não está redimida se julgarmos que seus atos não estão de acordo com
Cristo, mas somente que a obediência indica que uma nova vida foi criada por
Deus, e a desobediência provoca questionamentos a respeito da presença ou não
dessa nova vida. O assunto remete às promessas do cenáculo, em João 14-16.
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