Devocionais da Semana 08-14 de março de 2026
Devocionais da Semana
Domingo, 08/03: Falsos mestres e o
pecado.
Leitura Diária: Judas 1:1-2
Esta semana analisaremos o Livro do
apóstolo Judas. Ele começa falando acerca do juízo iminente de Deus sobre os
pecadores, e que os seus comportamentos de libertinagem trarão sobre eles justa
condenação; cita o exemplo dos anjos que pecaram e dos egípcios que oprimiam os
israelitas. Eles entraram pelo caminho de Caim e Balaão, foram apanhados pela
cobiça. Estes acontecimentos são o cumprimento das profecias anunciadas por
santos homens de Deus, por isso Judas adverte aos irmãos que permaneçam no amor
de Deus e na misericórdia de Jesus Cristo. O grande propósito de Judas é o de
nos advertir contra os que apostataram da fé e promovem dissensões entre o povo
de Deus. A partir disso, ele nos exorta a batalhar para ter e manter uma fé
sadia.
O gnosticismo e seus ensinos estavam por
toda parte, por isso, a ênfase desta carta é o ensino a favor da santificação,
submissão aos líderes e a comunhão da Igreja. Os gnósticos negavam a soberania
de Jesus e ao mesmo tempo viviam pecando. Além disso, se rebelavam contra toda
autoridade, viviam segundo suas próprias paixões, estavam mais preocupados
consigo mesmos, promovendo divisões. Uma das principais declarações dessa
seita, era a de que, tudo o que é espiritual é bom, mas tudo o que é material é
impuro. Com isso em mente, eles ensinavam que o espírito deveria ser bem
tratado com a liberdade para seguir as inclinações naturais, dando vazão total
aos desejos da carne. Quando os cristãos passavam a viver segundo essa
doutrina, transformavam a graça de Deus em libertinagem e contaminavam o corpo,
que deve ser santificado segundo a Palavra de Deus.
Segunda-feira, 09/03: A Batalha pela fé.
Leitura Diária: Judas 1:3-4
Como já vimos na devocional de ontem, a
Epístola Universal de Judas descreve as forças apóstatas que se haviam
introduzido na Igreja primitiva. Ao estudar essa epístola, podemos aprender a
identificar aqueles que desejam desviar os discípulos de Jesus Cristo da fé.
Também podemos sentir a importância de se batalhar pela fé e de permanecer
fiel. O autor desta carta identifica a si mesmo como “Judas, servo de Jesus
Cristo, e irmão de Tiago”. Ele é o mesmo Judas, irmão de Jesus Cristo de Mateus
13:55 e Marcos 6:3. Judas e Tiago, eram filhos de José e Maria, e, por sua vez,
irmãos de Cristo segundo a carne. “Não é este o filho do carpinteiro? e não se
chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas?”
(Mt.13:55). Na apresentação fica evidente que Judas, apesar de ser irmão
legítimo de Jesus, não se considerava privilegiado em relação aos demais quanto
à salvação em Cristo, pois ela é comum a todos quantos crerem em Cristo como
Senhor. Porém, é evidente que ele era um membro da Igreja muito estimado em
Jerusalém, além de que provavelmente havia viajado como missionário
(At.1:13–14; I Co.9:5). Não temos indicação quanto ao ofício que Judas possuía
no sacerdócio, mas a própria epístola sugere uma posição de autoridade que o
qualificava para escrever cartas de aconselhamento. Não sabemos de onde a carta
fora escrita, mas é provável que tenha sido redigida entre 40 e 80 d.C. Judas a
escreveu para os cristãos fiéis, incentivando-os a “batalhar pela fé” contra os
mestres impiedosos que haviam se introduzido na Igreja para promover
comportamentos imorais e ensinamentos falsos que negavam o Senhor Jesus Cristo.
Apesar de ser um dos livros mais curtos
do Novo Testamento, essa Epístola contém informações que não são encontradas em
nenhum outro lugar da Bíblia. Esse é o motivo que o faz um livro de grande
importância, embora seja muito pequeno, com apenas 25 versículo, e é muito
pouco lido.
Observe que o crente Judas não se arroga
no direito de escrever aos cristãos na condição de apóstolo de Cristo, embora
reunisse em si todas as condições necessárias para fazê-lo, pois ele viu Jesus
em carne. Mas, como não figura no rol dos doze discípulos escolhidos por Jesus
(Mt.9:1-4), ele não se apresenta como apóstolo. Apesar de ser irmão de Jesus,
com vínculo de sangue, ele demonstra através desta apresentação que se submeteu
ao senhorio de Jesus Cristo como todos os demais cristãos. Foi na condição de
servo obediente a Cristo que ele escreveu aos cristãos, ou seja, àqueles que
ouviram a mensagem do evangelho e creram. Toda e qualquer pessoa que ouve, crê
e confessa a essência do evangelho são santos (II Co.1:1), pois o evangelho é
água limpa que purifica o homem (At.26:18; Jo.15:3). Por ‘santificado’, ‘santo’
entende-se ‘separado’, uma propriedade para uso exclusivo de Deus. Por
pertencer a Deus os cristãos são nomeados ‘santos’.
Já na apresentação, no versículo 1,
pode-se perceber que o autor gosta de “triplos”. Esta característica aparece,
por exemplo, quando ele se refere aos irmãos destinatários da carta como
“chamados, amados e guardados” (v.1). Judas começa a carta assegurando que
aqueles crentes fiéis em Cristo Jesus são chamados por Deus, por Ele amados e
guardados na verdadeira fé em Jesus Cristo. Ele, de forma muito apropriada,
revela esse cuidado em passar uma palavra de segurança e tranquilidade aos
verdadeiros servos do Senhor, que frequentavam aquela igreja. No verso 2, ele
usa novamente mais um “triplo”, pedindo que “misericórdia, paz e amor” fossem
multiplicados entre os irmãos.
Terça-feira, 10/03: O juízo de Deus e os
pecadores.
Leitura Diária: Judas 1:5-9
A dureza da linguagem nesta carta é
outra característica, que revela quão grande era a preocupação de Judas em
combater as heresias e os falsos mestres. Ele adverte sobre as consequências da
confusão espiritual e da depravação moral, características que tanto podem
conduzir alguém a aceitar uma doutrina falsa como sendo verdadeira, como podem
ser consequências desta aceitação, que podiam afastar as pessoas ingênuas,
aquelas que não tinham fundamentado a convicção de sua fé no ensino original
dos apóstolos do Senhor, lavando-as aos ensinamentos e ao comportamento dos
falsos mestres.
Ele então apresenta três exemplos da
justiça divina que a Bíblia mostra no Antigo Testamento: o dos israelitas
incrédulos, o dos anjos rebeldes e o das cidades da planície, a saber: Sodoma e
Gomorra (vs.5-7); mas também fala sobre assuntos que não encontramos na Bíblia,
porém provavelmente fazia parte do conhecimento dos irmãos na Igreja Primitiva,
o “confronto entre Miguel e Lúcifer a respeito do corpo de Moisés” (v.9) e uma
profecia feita por Enoque a respeito da Segunda Vinda do Salvador (vs.14-15). O
fato é que existem diversas características singulares neste Livro.
Quarta-feira, 11/03: A dureza nas
palavras de Judas.
Leitura Diária: Judas 1:10-15
A dureza da linguagem é outra
característica deste livro, revela quão grande era a preocupação de Judas em
combater as heresias e os falsos mestres.
Era um dano cuja gravidade acentuava
pelo fato de que aqueles que o causavam se denominavam ‘cristãos’. Aqui também
são citados três tipos de maldade: a de Caim, a de Balaão e a de Coré; três
classes de homens maus: murmuradores, descontentes e que andam segundo as suas
paixões; e três maneiras de proceder para com os que erram: “compadecei-vos de
alguns que estão na dúvida”, “salvai-os, arrebatando-os do fogo” e “sede também
compassivos em temor”.
A grande perspectiva teológica
abrangente em Judas é a escatologia, ela aparece em três formas principais: (1)
o cumprimento escatológico dos tipos e profecias no Velho Testamento e na
literatura apócrifa, (2) a certeza do julgamento divino sobre os pecadores
ímpios; (3) a antecipação da salvação pela disciplina espiritual e divina
proteção.
O motivo dominante escatológico em Judas
é a certeza do julgamento divino. Deus julga o pecado, rebelião e apostasia
quando e onde quer que ocorra: antes da criação na corte celestial; nas cidades
más na época dos patriarcas; e entre o povo de Deus no deserto. Judas dá ênfase
sobre o julgamento escatológico do grande Dia. No entanto, o julgamento
continua no presente, como indicado pelos anjos que são mantidos sob
julgamento, e do processo de corrupção na vida dos ímpios.
Quinta-feira, 12/03: Conselhos aos
santos.
Leitura Diária: Judas 1:16-18
Os julgamentos são apresentados em Judas
como tipos ou profecias que foram sendo cumpridas pelos falsos mestres. Eles
estavam há muito tempo prescritos para a mesma condenação. O castigo dos ímpios
será o “fogo eterno do juízo”, em contraste com a vida eterna para os fiéis. No
entanto, algumas pessoas que tinham sido vítimas de falsos mestres poderiam ser
resgatadas a partir de juízo eterno prévio. Então Judas exortou os seus
leitores a convencer alguns e a resgatar outros.
Sexta-feira, 13/03: A segurança da vida
eterna.
Leitura Diária: Judas 1:19-21
O Carta de Judas denomina a Salvação de
a vida eterna, que é protegida no cristão verdadeiro pelo Deus Todo-Poderoso. É
motivada pelo amor de Deus, implementada pelo Espírito, e concluída pela
misericórdia de Jesus Cristo. Esta salvação é dividida igualmente por todos,
sem elitismo, ou qualquer outra vantagem de tempo, lugar ou nacionalidade. Os
chamados são obrigados a ser fiéis, aderindo à fé apostólica, vivendo sob a
autoridade do Senhor Jesus Cristo, e engajando-se em disciplinas da igreja para
manter-se no amor de Deus. Desta forma, ele desfruta a misericórdia aumentando,
a paz e amor de Deus sobre sua vida. Vivendo esse amor de Deus é que o cristão
evita o tropeço nas falsidades apresentadas pelo mundo e que muitas das vezes
são introduzidas na Igreja por pessoas sem escrúpulos e que querem desvirtuar o
Evangelho de Jesus Cristo.
Sábado, 14/03: Deus não aceita rebeldia.
Leitura Diária: Judas 1:22-25
Há nesta carta duas grandes divisões: a
primeira, que vai do verso 3 até o verso 19, onde fala sobre os falsos mestres;
já do verso 20 até o verso 25, muda de tom, é quando se volta para a igreja,
para aqueles que estão sendo enganados, é onde toma um tom pastoral e diz, que
os irmãos devem cuidar de si, e precisam compadecer-se daqueles que estão sendo
enganados, e têm que confiar que Deus haverá de guardá-los.
Em resumo, Judas exorta os membros a
“batalhar pela fé”. Ele explica que alguns se haviam infiltrado entre os santos
para espalhar doutrinas falsas e promover práticas iníquas.
Deus nunca aceitou rebeldia contra sua
autoridade, nem de seu próprio povo escolhido, nem de anjos, nem de outros
povos na terra. Ele avisa que aqueles que ensinam libertinagem são rebeldes,
sem respeito pelo governo de Deus. Não compreendendo a graça do Senhor, agem
feito animais, e seguem os mesmos caminhos de homens como Caim, Balaão e Corá
(Gn.4; Nm.22-24; 16-17). Com imagens fortes ele mostra que a aparência de
homens como esses é só engano, e que Deus, desde muito, prepara juízo contra
sua impiedade, sensualidade, arrogância e ganância. A luta para escapar do
engano começa com a palavra revelada, que tanto ensina o caminho reto como
mostra o caráter dos enganadores. É necessário crescer na fé, estudando a
Palavra e orando ao Senhor com amor e com a forte esperança de alcançar a vida
eterna. Depois dos cuidados pessoais, é também necessário ajudar outros a
superarem suas dúvidas e fraquezas. A verdadeira garantia da vitória é que Deus
tem o poder e a vontade de salvar todos que buscam servi-lo honestamente e que
com humildade se submetem à sua soberania eterna. Judas sentiu a necessidade de
concitar os cristãos a batalharem pela fé, ou seja, a lutarem em defesa da
doutrina do evangelho (Fl.1:27).
Quando nos encontramos em luta contra o
mal moral que aumenta a cada instante no mundo, não pensem que seja preciso nos
empenhar em muitas discussões, pois, já recebemos a unção do Espírito Santo e
temos conosco “toda a armadura de Deus” (Ef.6:11), para resistir no dia mal, e
isso nos garante a vitória. As simples palavras não conduzem à vitória, mas sim
uma vida consagrada a Cristo em sua comunhão intima com Deus.
Esta carta nos anima por meio da certeza
de que Deus é capaz de cumprir perfeitamente o que somos incapazes de fazer, e
de nos colocar, pela eternidade, irrepreensíveis diante de sua glória, com gozo
abundante. Quão alentador é pensar que o poder de Deus não mudou, nem se deixa
mudar pelas circunstâncias e se glorifica tanto mais quanto se manifesta num
tempo de desolação moral e de ruína!
Quanto mais vai crescendo a apostasia,
mais indispensável é que não tenhamos confiança em nós mesmos e que nos
apoiemos n’Aquele que quer nos guardar e nos introduzir no gozo eterno de sua
glória.
Não encontramos uma só epístola do Novo
Testamento na qual o louvor ao Deus Salvador seja derramado tão ricamente como
nesta epístola de Judas.
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